Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Homem de 62 anos, tabagista crônico, apresenta odinofagia, disfagia progressiva e perda de peso significativa nos últimos 4 meses. A endoscopia digestiva alta revela uma lesão irregular e ulcerada no terço médio do esôfago.O principal fator prognóstico para essa condição é:
Câncer de esôfago: profundidade da invasão tumoral (fator T) = principal fator prognóstico.
No câncer de esôfago, o estadiamento TNM é o pilar prognóstico. O componente 'T' (profundidade da invasão na parede esofágica) é o fator isolado mais importante, pois se correlaciona diretamente com o risco de metástases linfonodais e à distância.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva com prognóstico geralmente reservado. Os dois principais tipos histológicos são o carcinoma espinocelular (CEC) e o adenocarcinoma. A apresentação clínica clássica, como no caso descrito, envolve disfagia progressiva e perda de peso, indicando doença localmente avançada. O prognóstico do câncer esofágico é determinado primariamente pelo estadiamento clínico no momento do diagnóstico, utilizando o sistema TNM (Tumor, Nódulo, Metástase). Dentre os componentes do TNM, a profundidade da invasão do tumor na parede esofágica (fator T) e a presença de metástases em linfonodos regionais (fator N) são os determinantes mais poderosos da sobrevida. O fator T é crucial porque a rica rede linfática da submucosa esofágica facilita a disseminação precoce. A avaliação diagnóstica e de estadiamento envolve endoscopia digestiva alta com biópsia, seguida por tomografia computadorizada e, idealmente, PET-CT. A ultrassonografia endoscópica é o melhor método para avaliar a profundidade da invasão (T) e o acometimento linfonodal regional (N). O tratamento é multimodal e depende do estadiamento, podendo incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Os principais sinais de alarme são disfagia progressiva (primeiro para sólidos, depois para líquidos), odinofagia (dor ao engolir), perda de peso não intencional e significativa, e dor retroesternal ou epigástrica. Anemia ferropriva também pode estar presente.
A profundidade de invasão na parede esofágica se correlaciona diretamente com a probabilidade de disseminação para linfonodos regionais e metástases à distância. Tumores mais profundos têm maior acesso aos ricos plexos linfáticos e vasculares da submucosa e muscular própria.
O Carcinoma Espinocelular (CEC) é mais comum nos terços superior e médio do esôfago e está associado ao tabagismo e etilismo. O Adenocarcinoma ocorre no terço distal e está ligado à doença do refluxo gastroesofágico crônica e ao Esôfago de Barrett.
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