PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2020
Conforme a maioria dos artigos da literatura científica, o progestogênio (e sua geração) associado ao menor risco de trombose é:
Levonorgestrel (2ª geração) → menor risco de trombose entre progestogênios combinados.
Entre os progestogênios utilizados em contraceptivos hormonais combinados, o levonorgestrel (2ª geração) é consistentemente associado ao menor risco de tromboembolismo venoso, comparado aos de 3ª e 4ª gerações.
A escolha do contraceptivo hormonal combinado deve sempre considerar o balanço entre eficácia e segurança, especialmente em relação ao risco de tromboembolismo venoso (TEV). Os progestogênios, em combinação com estrogênios, são os componentes ativos desses contraceptivos, e suas diferentes gerações apresentam perfis de risco trombótico distintos. Compreender essas diferenças é crucial para a prática clínica segura e para a preparação em provas de residência. Os progestogênios de 2ª geração, como o levonorgestrel, são consistentemente associados ao menor risco de TEV entre os contraceptivos hormonais combinados. Em contraste, os progestogênios de 3ª geração (desogestrel, gestodeno) e 4ª geração (drosperinona) têm sido associados a um risco ligeiramente maior de TEV, embora o risco absoluto ainda seja baixo na maioria das mulheres. A ciproterona, frequentemente utilizada em contraceptivos com ação antiandrogênica, também apresenta um risco de TEV superior ao levonorgestrel. Para o residente, é imperativo realizar uma anamnese detalhada, incluindo histórico pessoal e familiar de TEV, tabagismo, obesidade e outras comorbidades, antes de prescrever um contraceptivo hormonal. A escolha deve ser individualizada, priorizando o progestogênio com menor risco trombótico sempre que possível, como o levonorgestrel, especialmente em pacientes com fatores de risco adicionais. O aconselhamento sobre os riscos e benefícios é parte integrante da consulta.
O levonorgestrel é o principal progestogênio de 2ª geração. Ele é associado a um risco de tromboembolismo venoso menor em comparação com os progestogênios de 3ª e 4ª gerações, sendo frequentemente a escolha preferencial quando se busca minimizar esse risco.
O risco de trombose está relacionado à atividade progestogênica e androgênica residual, bem como aos efeitos sobre os fatores de coagulação e fibrinólise. Progestogênios mais recentes podem ter um perfil mais seletivo, mas alguns, como desogestrel e drosperinona, podem ter um impacto maior na coagulação.
É fundamental avaliar o histórico pessoal e familiar de tromboembolismo venoso, tabagismo, idade (>35 anos), obesidade, hipertensão, diabetes e outras comorbidades que aumentem o risco trombótico, para escolher o método contraceptivo mais seguro.
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