UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022
Em relação à progesterona e ao câncer de mama, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) Progestágenos combinados com estrogênios, em terapias de reposição hormonal, têm sido associados a risco aumentado de câncer de mama.( ) Os receptores nucleares de progesterona podem ser um alvo terapêutico para o tratamento do câncer de mama.( ) Os anticoncepcionais orais podem aumentar o risco de câncer de mama, embora esse risco seja muito baixo.( ) Os progestágenos inibem a proliferação de células de câncer de mama, por meio da ativação de receptores PGRMC1, localizados na membrana celular.( ) A proporção de isoformas do receptor de progesterona não é importante para determinar a responsividade antiprogesterona.Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
TRH com estrogênio + progestágeno ↑ risco câncer mama; receptores progesterona são alvos terapêuticos.
A relação entre hormônios femininos e câncer de mama é complexa. Terapias de reposição hormonal combinadas e anticoncepcionais orais podem aumentar o risco, embora este seja baixo para os ACOs. Os receptores de progesterona são importantes na fisiopatologia e como potenciais alvos terapêuticos.
A relação entre progesterona e câncer de mama é um tópico de grande relevância na ginecologia e oncologia, frequentemente abordado em provas de residência. Compreender os efeitos dos hormônios exógenos, como os utilizados em terapias de reposição hormonal (TRH) e anticoncepcionais orais (ACOs), é fundamental. A TRH combinada de estrogênios e progestágenos tem sido consistentemente associada a um risco aumentado de câncer de mama, enquanto os ACOs apresentam um risco muito baixo e transitório. A fisiopatologia envolve a interação da progesterona com seus receptores. Os receptores nucleares de progesterona (PR) são alvos terapêuticos potenciais, e a modulação de sua expressão ou função pode influenciar o crescimento tumoral. A proporção entre as isoformas PR-A e PR-B é crucial para a responsividade celular à progesterona e aos antiprogestágenos, sendo um fator determinante na resposta ao tratamento. É importante notar que, embora alguns progestágenos possam inibir a proliferação de células de câncer de mama, a ativação de receptores de progesterona de membrana, como o PGRMC1, pode ter efeitos complexos e nem sempre inibitórios, dependendo do contexto celular. O manejo clínico deve considerar o balanço entre riscos e benefícios da terapia hormonal, individualizando a conduta para cada paciente.
A terapia de reposição hormonal combinada (estrogênio + progestágeno) está associada a um risco aumentado de câncer de mama, especialmente com o uso prolongado. A terapia apenas com estrogênio parece ter um risco menor ou neutro.
Os anticoncepcionais orais podem aumentar ligeiramente o risco de câncer de mama, mas esse risco é considerado muito baixo e geralmente retorna ao nível basal após a interrupção do uso. O benefício contraceptivo e outros benefícios superam o pequeno risco.
Os receptores nucleares de progesterona (PR) são importantes na patogênese do câncer de mama e podem servir como alvos terapêuticos. A modulação desses receptores pode influenciar a proliferação celular e a resposta ao tratamento.
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