Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019
Os riscos atribuídos aos progestagênios que compõem as pílulas hormonais combinadas são:
Progestagênios em pílulas combinadas → podem ↑ risco de obesidade, dislipidemia e DM.
Os progestagênios presentes nas pílulas hormonais combinadas podem influenciar o metabolismo lipídico e glicêmico, contribuindo para o aumento do risco de dislipidemia, diabetes mellitus e, em alguns casos, ganho de peso (obesidade), especialmente com progestagênios de gerações mais antigas ou em doses mais altas.
As pílulas hormonais combinadas (PHCs) são um método contraceptivo amplamente utilizado, contendo estrogênio e progestagênio. Embora eficazes, seu uso está associado a diversos riscos, que devem ser cuidadosamente avaliados antes da prescrição. Enquanto o estrogênio é mais conhecido por seus riscos tromboembólicos, os progestagênios também contribuem para um perfil de risco metabólico. Os progestagênios podem ter efeitos sobre o metabolismo de carboidratos e lipídios. Alguns progestagênios, especialmente os de gerações mais antigas ou em doses mais elevadas, podem induzir resistência à insulina, levando a um aumento do risco de intolerância à glicose e diabetes mellitus. Além disso, podem alterar o perfil lipídico, diminuindo o HDL-colesterol e aumentando o LDL-colesterol e os triglicerídeos, contribuindo para a dislipidemia. O ganho de peso e a obesidade também são preocupações, embora a relação causal direta seja complexa e multifatorial. Para residentes, é essencial compreender que a escolha do contraceptivo deve ser individualizada, considerando o perfil de risco da paciente, incluindo histórico familiar e comorbidades. O acompanhamento regular com exames laboratoriais para monitorar pressão arterial, glicemia e perfil lipídico é fundamental para garantir a segurança e minimizar os riscos associados ao uso de PHCs.
Os progestagênios podem influenciar o metabolismo, aumentando o risco de dislipidemia (alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos), intolerância à glicose e, em alguns casos, ganho de peso, contribuindo para a obesidade.
Alguns progestagênios podem ter um efeito androgênico residual, que pode levar à diminuição do HDL-colesterol e aumento do LDL-colesterol e triglicerídeos, impactando negativamente o perfil lipídico.
É crucial rastrear pacientes em uso de contraceptivos hormonais combinados para hipertensão arterial, dislipidemia e alterações da glicemia, a fim de identificar precocemente e manejar os riscos metabólicos e cardiovasculares associados.
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