Profilaxia VSR: Indicações e Mecanismo do Palivizumabe

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023

Enunciado

Sobre a profilaxia de bronquiolite viral aguda, pneumonias e as principais complicações causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório, marque a alternativa: I Lactentes pré-termos, broncodisplásicos e cardiopatas possuem maior chance de evoluírem com doença grave, sendo necessário internação em UTI. II O palivizumabe é uma vacina que previne as formas graves da doença, que age com função inibitória e neutralizante do VSR no epitélio respiratório, impedindo sua replicação no epitélio respiratório. III A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a profilaxia com palivizumabe a todos os recém-nascidos, pré-termos, menor que 32 semanas, nos primeiros 6 meses de vida, durante a sazonalidade do vírus.

Alternativas

  1. A) Alternativas I e II estão corretas.
  2. B) Apenas a alternativa II está incorreta.
  3. C) As alternativas II e III estão incorretas.
  4. D) As alternativas I e III estão incorretas.
  5. E) Todas as alternativas estão corretas.

Pérola Clínica

Palivizumabe = anticorpo monoclonal anti-VSR, não vacina; indicado para grupos de risco específicos.

Resumo-Chave

O palivizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que confere imunidade passiva contra o VSR, sendo crucial para a prevenção de formas graves em populações de alto risco, como prematuros e cardiopatas. É importante diferenciar sua ação da de uma vacina, que induz imunidade ativa.

Contexto Educacional

A bronquiolite viral aguda, causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), é uma das principais causas de hospitalização em lactentes jovens. Sua importância clínica reside na alta morbidade, especialmente em grupos de risco, como prematuros, crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade (broncodisplasia) e cardiopatias congênitas hemodinamicamente significativas, que podem evoluir para quadros graves com necessidade de suporte ventilatório em UTI. A profilaxia é uma estratégia fundamental para reduzir a carga da doença nessas populações vulneráveis. O palivizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado que se liga a uma proteína de fusão do VSR, inibindo a replicação viral e prevenindo a infecção. É administrado mensalmente por via intramuscular durante o período de sazonalidade do vírus. É crucial entender que o palivizumabe confere imunidade passiva, ou seja, não estimula o sistema imune do paciente a produzir anticorpos, diferentemente de uma vacina. As indicações são restritas a grupos de alto risco devido ao seu alto custo e à necessidade de múltiplas doses. As diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) são claras quanto à indicação do palivizumabe, focando em recém-nascidos pré-termos com idade gestacional inferior a 32 semanas nos primeiros 6 meses de vida, e outros grupos específicos como cardiopatas e broncodisplásicos. A compreensão desses critérios é essencial para a prática clínica e para a tomada de decisões em saúde pública, visando proteger os lactentes mais vulneráveis às formas graves da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para doença grave por VSR?

Lactentes pré-termos, broncodisplásicos e cardiopatas congênitos são os grupos com maior risco de desenvolver formas graves de bronquiolite viral aguda por VSR, frequentemente necessitando de internação em UTI.

Qual a diferença entre palivizumabe e uma vacina contra VSR?

O palivizumabe é um anticorpo monoclonal que confere imunidade passiva, agindo diretamente contra o VSR. Uma vacina, por outro lado, estimula o sistema imunológico do indivíduo a produzir seus próprios anticorpos (imunidade ativa).

Quais são as recomendações da SBP para a profilaxia com palivizumabe?

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a profilaxia com palivizumabe para recém-nascidos pré-termos com menos de 32 semanas de idade gestacional, nos primeiros 6 meses de vida, durante o período de sazonalidade do vírus.

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