MedEvo Simulado — Prova 2026
Lactente de 3 meses de vida, nascido com idade gestacional de 28 semanas e 2 dias, pesando 1.100g ao nascimento, comparece à Unidade Básica de Saúde para consulta de puericultura. A mãe relata que o filho recebeu alta da Unidade Neonatal há um mês e está em aleitamento materno exclusivo, apresentando crescimento e desenvolvimento adequados para a idade corrigida. Diante da proximidade do período de maior circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) na região, a mãe demonstra preocupação e questiona sobre medidas específicas para proteger o bebê contra infecções respiratórias graves. O cartão de vacinação está devidamente atualizado conforme o Calendário Nacional de Vacinação. De acordo com os protocolos vigentes para a redução do risco de morbidade por VSR em prematuros, a conduta mais adequada para este paciente é:
Prematuros <28 sem (no 1º ano) ou <32 sem (até 6 meses) → Palivizumabe na sazonalidade do VSR.
O palivizumabe é um anticorpo monoclonal indicado para prevenir infecções graves pelo VSR em grupos de alto risco, como prematuros extremos e cardiopatas congênitos.
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal agente etiológico da bronquiolite obliterante e pneumonias em lactentes, sendo responsável por altas taxas de hospitalização e morbidade em populações vulneráveis. Prematuros apresentam pulmões imaturos e menor transferência transplacentária de anticorpos maternos, o que justifica a necessidade de proteção adicional. O uso do palivizumabe, um anticorpo monoclonal humanizado direcionado contra a proteína F do VSR, demonstrou reduzir significativamente a gravidade das infecções e a necessidade de terapia intensiva. A aplicação deve respeitar a sazonalidade regional definida pelo Ministério da Saúde para otimizar o custo-benefício da intervenção.
Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, o palivizumabe é indicado para: 1) Crianças menores de 1 ano que nasceram prematuras com idade gestacional menor ou igual a 28 semanas; 2) Crianças menores de 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade (displasia broncopulmonar) que necessitaram de tratamento nos últimos 6 meses; 3) Crianças menores de 2 anos com cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica demonstrada.
O medicamento é administrado por via intramuscular, na dose de 15 mg/kg, mensalmente durante o período de maior circulação do vírus (sazonalidade), que varia conforme a região do Brasil. Geralmente são feitas até 5 doses consecutivas por temporada.
Não. O palivizumabe é uma imunização passiva (anticorpos prontos) e não interfere na resposta imunológica das vacinas de rotina. O calendário vacinal da criança deve ser seguido rigorosamente, incluindo as vacinas para prematuros disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
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