Profilaxia HIV e Hepatite B em RN: Guia Essencial

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Mãe com diagnóstico de infecção pelo HIV e hepatite B recebidos no último trimestre de gestação, fez uso regular de terapia antirretroviral. O resultado da carga viral para HIV era desconhecido até o momento do parto, que foi vaginal e domiciliar. O recém-nascido avaliado na primeira hora de vida apresentava peso de 3.200 g e Ballard de 37 semanas de idade gestacional. Havia relato de amniorrexis duas horas antes do nascimento. A conduta imediata para essa criança, de acordo com as diretrizes nacionais para manejo da infecção pelo HIV em crianças e adolescentes é zidovudina:

Alternativas

  1. A) Por quatro semanas e nevirapina três doses, vacina e imunoglobulina específica para hepatite B.
  2. B) E lamivudina por seis semanas, imunoglobulina específica para hepatite B.
  3. C) Por seis semanas, vacina e imunoglobulina específica para hepatite B.
  4. D) Lamivudina e nevirapina por quatro semanas, vacina para hepatite B.

Pérola Clínica

RN de mãe HIV+ com CV desconhecida e parto vaginal → ZDV 4 sem + Nevirapina 3 doses + Vacina/Ig Hep B.

Resumo-Chave

Em RN exposto ao HIV de mãe com carga viral desconhecida ou >1000 cópias/mL, a profilaxia inclui Zidovudina por 4 semanas e Nevirapina em 3 doses. A profilaxia para Hepatite B (vacina e imunoglobulina) é essencial para todos os RNs de mães HBsAg+.

Contexto Educacional

A profilaxia da transmissão vertical do HIV e da Hepatite B é um pilar fundamental na saúde materno-infantil, visando reduzir drasticamente a infecção nos recém-nascidos. A infecção pelo HIV durante a gestação, parto ou amamentação pode ser prevenida com intervenções adequadas, enquanto a Hepatite B também exige atenção especial devido ao alto risco de cronicidade em crianças infectadas precocemente. A identificação precoce da infecção materna é crucial para planejar a conduta. A fisiopatologia da transmissão vertical do HIV envolve a passagem do vírus da mãe para o filho, sendo o parto o momento de maior risco. A profilaxia com antirretrovirais, como a Zidovudina, atua inibindo a replicação viral. A Nevirapina é adicionada em situações de maior risco, como carga viral materna desconhecida ou elevada, ou parto vaginal. Para a Hepatite B, a transmissão ocorre principalmente no parto, e a imunoprofilaxia passiva (imunoglobulina) e ativa (vacina) é altamente eficaz. O tratamento e a profilaxia devem ser iniciados o mais rápido possível após o nascimento, idealmente nas primeiras horas de vida. A Zidovudina é administrada por 4 a 6 semanas, e a Nevirapina em 3 doses nos primeiros dias, conforme o risco. A vacina contra Hepatite B e a imunoglobulina específica devem ser aplicadas nas primeiras 12 horas. O acompanhamento sorológico e virológico do RN é essencial para confirmar ou excluir a infecção.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para RN de mãe HIV+ com carga viral desconhecida?

A conduta inicial inclui Zidovudina por 4 semanas e Nevirapina em 3 doses (0, 48 e 96 horas de vida), além da profilaxia completa para Hepatite B (vacina e imunoglobulina).

Por que a Nevirapina é usada na profilaxia vertical do HIV?

A Nevirapina é adicionada à profilaxia quando há maior risco de transmissão, como em mães com carga viral desconhecida, alta (>1000 cópias/mL) ou que não usaram terapia antirretroviral adequadamente durante a gestação.

Qual a importância da imunoglobulina e vacina para Hepatite B em RN exposto?

A imunoglobulina específica para Hepatite B (HBIG) e a primeira dose da vacina contra Hepatite B devem ser administradas nas primeiras 12 horas de vida para RNs de mães HBsAg+, prevenindo a infecção e a cronicidade.

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