Hepatite B em RN Prematuro: Conduta e Vacinação

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2025

Enunciado

Recém-nascido prematuro de 32 semanas, peso de nascimento 1100g, cuja mãe é HbsAg positiva. Qual deve ser a conduta adequada?

Alternativas

  1. A) Imunoglobulina para hepatite B nas primeiras 12h de vida e esquema vacinal conforme Programa Nacional de Imunizações, com doses de vacina contra hepatite B com 0, 2 e 6 meses.
  2. B) Sorologia para hepatite B nas primeiras 12h de vida e esquema vacinal conforme Programa Nacional de Imunizações com doses de vacina contra hepatite B com 0, 1, 2 e 6 meses.
  3. C) Imunoglobulina para hepatite B nas primeiras 12h de vida e esquema vacinal conforme Programa Nacional de Imunizações, com doses de vacina contra hepatite B com 0, 1, 2 e 6 meses.
  4. D) Dosar sorologias da mãe e bebê, fazer imunoglobulina para hepatite B apenas se recém-nascido HbsAg positivo, esquema vacinal conforme Programa Nacional de Imunizações, com doses de vacina contra hepatite B com 0, 2 e 6 meses.

Pérola Clínica

RN de mãe HbsAg+ (especialmente prematuro): Imunoglobulina + 1ª dose vacina hepatite B nas 12h de vida; esquema completo 0, 1, 2 e 6 meses.

Resumo-Chave

Em recém-nascidos de mães HbsAg positivas, a profilaxia da transmissão vertical da hepatite B é crucial e deve ser feita com imunoglobulina específica (HBIG) e a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida. Para prematuros com peso < 2000g, o esquema vacinal é de 4 doses (0, 1, 2 e 6 meses), sendo a dose de 0 meses considerada uma dose extra e não contada no esquema primário de 3 doses.

Contexto Educacional

A transmissão vertical do vírus da hepatite B (HBV) é uma das principais vias de infecção crônica em crianças, com altas taxas de progressão para cirrose e carcinoma hepatocelular na vida adulta. A identificação precoce de gestantes HbsAg positivas é fundamental para implementar medidas profiláticas eficazes e prevenir a infecção neonatal, que pode ser assintomática mas com graves consequências a longo prazo. Para recém-nascidos de mães HbsAg positivas, a profilaxia pós-exposição é mandatória e consiste na administração de imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG) e da primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida. Ambos devem ser aplicados em locais anatômicos distintos. Essa intervenção combinada reduz significativamente o risco de transmissão vertical. O esquema vacinal subsequente varia para prematuros. Recém-nascidos prematuros com peso inferior a 2000g, mesmo de mães HbsAg negativas, devem receber a primeira dose da vacina ao nascer, mas esta dose não é contada no esquema primário. Para prematuros de mães HbsAg positivas, após a dose de 0 horas (com HBIG), o esquema de 3 doses (1, 2 e 6 meses) é iniciado, totalizando 4 doses. É crucial o acompanhamento sorológico do bebê após a conclusão do esquema para verificar a soroconversão.

Perguntas Frequentes

Qual a importância de saber o status HbsAg da mãe durante a gestação?

Conhecer o status HbsAg da mãe é crucial para a prevenção da transmissão vertical da hepatite B, que pode ocorrer em até 90% dos casos sem profilaxia adequada, levando a infecção crônica no recém-nascido.

Qual a conduta imediata para um recém-nascido de mãe HbsAg positiva?

A conduta imediata é a administração de imunoglobulina humana anti-hepatite B (HBIG) e a primeira dose da vacina contra hepatite B nas primeiras 12 horas de vida, idealmente na sala de parto, em locais anatômicos diferentes.

O esquema vacinal para prematuros de mães HbsAg positivas é diferente do esquema para RN a termo?

Sim, para prematuros com peso de nascimento inferior a 2000g, a primeira dose da vacina administrada nas primeiras 12h é considerada uma dose "extra". O esquema vacinal primário de 3 doses deve ser iniciado a partir de 1 mês de vida, totalizando 4 doses (0, 1, 2 e 6 meses).

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