SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025
No manejo pós-operatório de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, qual dentre as seguintes estratégias é a mais recomendada para o monitoramento e prevenção de possíveis complicações?
Pós-bariátrica: profilaxia de TVP é multimodal → deambulação precoce + compressão pneumática +/- HBPM conforme risco.
A profilaxia de trombose venosa profunda (TVP) em pacientes bariátricos é multifatorial. A combinação de métodos mecânicos (deambulação precoce, compressão pneumática) e farmacológicos (heparina de baixo peso molecular, quando indicada por alto risco) é a estratégia mais eficaz para prevenir eventos tromboembólicos.
Pacientes submetidos à cirurgia bariátrica apresentam um risco significativamente elevado para o desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), incluindo trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP). Esse risco é multifatorial, decorrente da combinação de estase venosa pela imobilidade, estado de hipercoagulabilidade induzido pelo estresse cirúrgico e inflamação, e lesão endotelial. A obesidade por si só já é um fator de risco independente. O manejo pós-operatório, portanto, deve incluir uma estratégia de profilaxia de TEV robusta e multimodal. As diretrizes atuais enfatizam a importância da combinação de métodos mecânicos e farmacológicos. A deambulação precoce é a medida mais simples e uma das mais eficazes, devendo ser estimulada horas após o procedimento. O uso de dispositivos de compressão pneumática intermitente é fundamental para aumentar o fluxo venoso nos membros inferiores durante o período de maior imobilidade. A profilaxia farmacológica, geralmente com heparina de baixo peso molecular (HBPM), é indicada para a maioria dos pacientes, com doses ajustadas ao peso e à função renal. A decisão de usar ou não a HBPM e a sua dosagem devem ser baseadas em uma estratificação de risco individualizada. A combinação dessas três abordagens (deambulação, compressão mecânica e farmacoprofilaxia) constitui a melhor prática para minimizar o risco de complicações tromboembólicas, que são uma das principais causas de morbimortalidade nesse grupo de pacientes.
Os principais fatores de risco incluem a própria obesidade, imobilidade no pós-operatório, tempo cirúrgico prolongado, histórico de TVP prévia, idade avançada e a presença de comorbidades como insuficiência venosa crônica ou trombofilias.
A conduta padrão-ouro é multimodal: incentivar a deambulação o mais precocemente possível, utilizar dispositivos de compressão pneumática intermitente nos membros inferiores e associar profilaxia farmacológica com heparina de baixo peso molecular (HBPM), com dose ajustada ao peso e risco do paciente.
A dor da TVP é tipicamente unilateral, associada a edema (empastamento da panturrilha), calor e vermelhidão local, e pode piorar com a dorsiflexão do pé (sinal de Homans, embora pouco sensível). A dor pós-operatória geral tende a ser mais difusa e relacionada à manipulação cirúrgica.
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