UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023
Os fenômenos tromboembólicos no pós-operatório podem ser fatais. Em um paciente feminino de 50 anos, sem comorbidades, qual procedimento cirúrgico NÃO necessitaria de profilaxia para esses fenômenos no pós-operatório?
Cirurgias de baixo risco (ex: hérnia unilateral) em pacientes sem comorbidades geralmente NÃO necessitam de profilaxia farmacológica para TEV.
A necessidade de profilaxia para tromboembolismo venoso (TEV) no pós-operatório depende da estratificação de risco do paciente e do tipo de cirurgia. Procedimentos de grande porte, ortopédicos, oncológicos ou com fatores de risco adicionais exigem profilaxia, enquanto cirurgias menores em pacientes sem comorbidades podem dispensá-la.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e potencialmente fatal no pós-operatório. A profilaxia é fundamental para reduzir sua incidência, e sua indicação baseia-se na estratificação do risco do paciente e do procedimento cirúrgico. A estratificação de risco considera fatores como o tipo e duração da cirurgia, idade do paciente, presença de comorbidades (câncer, obesidade, insuficiência cardíaca, doenças trombofílicas) e história prévia de TEV. Cirurgias de grande porte, oncológicas ou ortopédicas de membros inferiores são classicamente de alto risco. A profilaxia pode ser mecânica (meias de compressão, compressão pneumática intermitente) ou farmacológica (heparinas de baixo peso molecular, heparina não fracionada, fondaparinux). Em pacientes de baixo risco submetidos a cirurgias menores, como a correção de uma hérnia femural unilateral em um paciente sem comorbidades, a mobilização precoce pode ser suficiente, dispensando a profilaxia farmacológica.
Os fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, câncer, história prévia de TEV, imobilização prolongada, cirurgias de grande porte (especialmente ortopédicas e abdominais), e condições trombofílicas.
Cirurgias de grande porte, cirurgias ortopédicas de membros inferiores, cirurgias oncológicas abdominais ou pélvicas, e cirurgias com imobilização prolongada são exemplos que tipicamente exigem profilaxia farmacológica.
Em cirurgias de baixo risco, como procedimentos menores (ex: hérnias inguinais/femorais unilaterais) em pacientes sem comorbidades significativas e com mobilização precoce, a profilaxia farmacológica pode não ser necessária.
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