Profilaxia de TEV Pós-Artroplastia de Quadril: Guia Essencial

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Homem, 65 anos, em pós-operatório de cirurgia de colocação de prótese total de quadril, evoluindo com boa recuperação clínica, iniciando fisioterapia e deambulação assistida já no primeiro dia de pós-operatório. Qual a conduta mais adequada em relação à profilaxia do tromboembolismo venoso?

Alternativas

  1. A) Medidas mecânicas com fisioterapia assistida e uso de meias elásticas compressivas por 3 meses.
  2. B) Heparina não fracionada em doses profiláticas por 7 a 10 dias.
  3. C) Anticoagulação profilática com warfarina por 30 dias.
  4. D) Heparinas de baixo peso molecular ou anticoagulantes orais diretos por 4 a 6 semanas.

Pérola Clínica

Artroplastia total de quadril → profilaxia TEV farmacológica estendida (4-6 semanas) com HBPM ou DOACs.

Resumo-Chave

A cirurgia de artroplastia total de quadril confere um alto risco de tromboembolismo venoso (TEV). As diretrizes atuais recomendam profilaxia farmacológica estendida, geralmente por 4 a 6 semanas, utilizando heparinas de baixo peso molecular (HBPM) ou anticoagulantes orais diretos (DOACs), mesmo com mobilização precoce, que, embora importante, não é suficiente como medida isolada.

Contexto Educacional

O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e potencialmente fatal, especialmente em pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas maiores, como a artroplastia total de quadril. A incidência de TEV sem profilaxia pode ser alta, tornando a prevenção uma prioridade clínica. Residentes devem estar cientes dos fatores de risco e das estratégias de profilaxia para garantir a segurança do paciente no pós-operatório. A profilaxia adequada é fundamental para reduzir a morbidade e mortalidade associadas ao TEV. A fisiopatologia do TEV envolve a tríade de Virchow: estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. Em cirurgias ortopédicas, todos esses componentes estão presentes devido à imobilização, trauma cirúrgico e resposta inflamatória. A suspeita de TEV deve ser alta em pacientes com dor, edema ou eritema em membros inferiores (TVP) ou dispneia, dor torácica e taquicardia (EP). No entanto, o foco principal é na prevenção primária. As diretrizes atuais para profilaxia de TEV após artroplastia total de quadril recomendam uma abordagem multifacetada. Medidas mecânicas, como deambulação precoce e meias de compressão, são importantes, mas insuficientes isoladamente para cirurgias de alto risco. A profilaxia farmacológica é essencial e deve ser estendida por 4 a 6 semanas. As opções preferenciais incluem heparinas de baixo peso molecular (HBPM) ou anticoagulantes orais diretos (DOACs), que oferecem eficácia e segurança comprovadas. A escolha do agente e a duração devem ser individualizadas, considerando o risco de sangramento do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual o risco de TEV após artroplastia total de quadril?

A artroplastia total de quadril é considerada uma cirurgia de alto risco para o desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), incluindo trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), devido à imobilização, trauma tecidual e hipercoagulabilidade.

Quais são as opções farmacológicas para profilaxia de TEV em cirurgias ortopédicas maiores?

As opções farmacológicas incluem heparinas de baixo peso molecular (HBPM), como enoxaparina, e anticoagulantes orais diretos (DOACs), como rivaroxabana ou apixabana. A escolha depende de fatores do paciente e preferências clínicas.

Por quanto tempo deve ser mantida a profilaxia de TEV após artroplastia de quadril?

As diretrizes atuais recomendam que a profilaxia farmacológica de TEV seja mantida por um período estendido de 4 a 6 semanas após a artroplastia total de quadril, devido ao risco persistente de eventos trombóticos.

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