Profilaxia de TEV: Indicações Pós-Operatórias Essenciais

UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Dentre os casos a seguir, aquele para o qual está indicada profilaxia pós-operatória para tromboembolismo venoso é a:

Alternativas

  1. A) cirurgia bariátrica.
  2. B) apendicectomia de urgência em paciente de 18 anos.
  3. C) ooforectomia videolaparoscópica em paciente de 23 anos.
  4. D) mamoplastia redutora.
  5. E) lesão de manguito de ombro esquerdo em tenista profissional.

Pérola Clínica

Cirurgia bariátrica é alto risco para TEV, exigindo profilaxia pós-operatória obrigatória.

Resumo-Chave

A profilaxia pós-operatória para tromboembolismo venoso (TEV) é indicada em cirurgias com alto risco, sendo a cirurgia bariátrica um exemplo clássico. Pacientes obesos mórbidos submetidos a procedimentos de grande porte têm múltiplos fatores de risco para TEV, justificando a intervenção profilática.

Contexto Educacional

O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma das complicações mais temidas e potencialmente fatais no período pós-operatório. A identificação dos pacientes de risco e a implementação de profilaxia adequada são cruciais para a segurança do paciente e para a redução da morbimortalidade hospitalar. Diversos fatores contribuem para o risco de TEV, incluindo a tríade de Virchow (estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade), que é exacerbada pelo trauma cirúrgico e pela imobilização. Cirurgias de grande porte, especialmente aquelas que envolvem o abdome, pelve ou ortopedia de membros inferiores, são classicamente associadas a um risco elevado de TEV. A cirurgia bariátrica é um exemplo proeminente de procedimento com alto risco, principalmente devido à obesidade mórbida dos pacientes, que já confere um estado pró-trombótico, somado ao tempo cirúrgico prolongado e à imobilização pós-operatória. Nesses casos, a profilaxia farmacológica (geralmente com heparina de baixo peso molecular) combinada com medidas mecânicas é fortemente recomendada. Para o residente, é fundamental dominar as escalas de estratificação de risco de TEV (como a escala de Caprini ou Rogers) e as diretrizes de profilaxia para diferentes tipos de cirurgia. A decisão de iniciar a profilaxia e a escolha da modalidade (farmacológica, mecânica ou combinada) devem ser individualizadas, considerando os riscos e benefícios para cada paciente. A negligência na profilaxia de TEV pode levar a consequências devastadoras, reforçando a importância dessa prática na rotina cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para tromboembolismo venoso no pós-operatório?

Os principais fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, histórico prévio de TEV, malignidade, imobilização prolongada, cirurgias de grande porte (especialmente abdominais e ortopédicas de membros inferiores), trauma, uso de estrogênios e trombofilias.

Por que a cirurgia bariátrica é considerada de alto risco para TEV?

A cirurgia bariátrica é de alto risco devido à obesidade mórbida do paciente, que por si só é um fator de risco para TEV. Além disso, o tempo cirúrgico prolongado, a manipulação abdominal extensa e a imobilização pós-operatória contribuem significativamente para o risco aumentado de trombose.

Quais são as principais modalidades de profilaxia para TEV pós-operatório?

As modalidades incluem profilaxia farmacológica (heparina de baixo peso molecular, heparina não fracionada, fondaparinux) e mecânica (meias de compressão graduada, compressão pneumática intermitente). A escolha depende do risco do paciente e do tipo de cirurgia.

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