UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Dentre os casos a seguir, aquele para o qual está indicada profilaxia pós-operatória para tromboembolismo venoso é a:
Cirurgia bariátrica é alto risco para TEV, exigindo profilaxia pós-operatória obrigatória.
A profilaxia pós-operatória para tromboembolismo venoso (TEV) é indicada em cirurgias com alto risco, sendo a cirurgia bariátrica um exemplo clássico. Pacientes obesos mórbidos submetidos a procedimentos de grande porte têm múltiplos fatores de risco para TEV, justificando a intervenção profilática.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma das complicações mais temidas e potencialmente fatais no período pós-operatório. A identificação dos pacientes de risco e a implementação de profilaxia adequada são cruciais para a segurança do paciente e para a redução da morbimortalidade hospitalar. Diversos fatores contribuem para o risco de TEV, incluindo a tríade de Virchow (estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade), que é exacerbada pelo trauma cirúrgico e pela imobilização. Cirurgias de grande porte, especialmente aquelas que envolvem o abdome, pelve ou ortopedia de membros inferiores, são classicamente associadas a um risco elevado de TEV. A cirurgia bariátrica é um exemplo proeminente de procedimento com alto risco, principalmente devido à obesidade mórbida dos pacientes, que já confere um estado pró-trombótico, somado ao tempo cirúrgico prolongado e à imobilização pós-operatória. Nesses casos, a profilaxia farmacológica (geralmente com heparina de baixo peso molecular) combinada com medidas mecânicas é fortemente recomendada. Para o residente, é fundamental dominar as escalas de estratificação de risco de TEV (como a escala de Caprini ou Rogers) e as diretrizes de profilaxia para diferentes tipos de cirurgia. A decisão de iniciar a profilaxia e a escolha da modalidade (farmacológica, mecânica ou combinada) devem ser individualizadas, considerando os riscos e benefícios para cada paciente. A negligência na profilaxia de TEV pode levar a consequências devastadoras, reforçando a importância dessa prática na rotina cirúrgica.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, histórico prévio de TEV, malignidade, imobilização prolongada, cirurgias de grande porte (especialmente abdominais e ortopédicas de membros inferiores), trauma, uso de estrogênios e trombofilias.
A cirurgia bariátrica é de alto risco devido à obesidade mórbida do paciente, que por si só é um fator de risco para TEV. Além disso, o tempo cirúrgico prolongado, a manipulação abdominal extensa e a imobilização pós-operatória contribuem significativamente para o risco aumentado de trombose.
As modalidades incluem profilaxia farmacológica (heparina de baixo peso molecular, heparina não fracionada, fondaparinux) e mecânica (meias de compressão graduada, compressão pneumática intermitente). A escolha depende do risco do paciente e do tipo de cirurgia.
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