SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Acerca da profilaxia de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes internados, assinale a alternativa correta.
Profilaxia de TEV com HBPM ↓ mortalidade em pacientes clínicos internados; ajustar dose em insuficiência renal grave ou considerar HNF.
A profilaxia de tromboembolismo venoso (TEV) é crucial em pacientes internados, especialmente os clínicos, pois reduz significativamente a morbimortalidade. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) é uma das opções farmacológicas mais eficazes, mas exige ajuste de dose ou substituição por heparina não fracionada em casos de insuficiência renal grave.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e potencialmente fatal em pacientes internados. A profilaxia é uma medida fundamental para reduzir a incidência desses eventos, especialmente em pacientes clínicos com fatores de risco como imobilidade, câncer, infecção grave e insuficiência cardíaca ou respiratória. A implementação de protocolos de profilaxia de TEV é um indicador de qualidade assistencial. A profilaxia farmacológica, principalmente com heparinas (não fracionada ou de baixo peso molecular), é a mais eficaz na redução do risco de TEV. Estudos demonstram que a heparina de baixo peso molecular (HBPM), como a enoxaparina, reduz significativamente a incidência de eventos trombóticos e, consequentemente, a mortalidade hospitalar em pacientes clínicos de risco moderado a alto. A escolha entre HBPM e heparina não fracionada (HNF) depende de fatores como a função renal do paciente e o risco de sangramento. Em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 30 mL/min), a HBPM deve ser usada com cautela, com ajuste de dose ou preferencialmente substituída por HNF, devido ao risco de acúmulo e aumento do risco de sangramento. A profilaxia mecânica, como a compressão pneumática intermitente, é uma alternativa para pacientes com contraindicações absolutas à farmacológica, mas geralmente menos eficaz. A avaliação individualizada do risco-benefício é essencial para cada paciente.
A profilaxia mecânica (meias de compressão graduada, compressão pneumática intermitente) é preferível em pacientes com alto risco de sangramento ativo ou contraindicações absolutas à profilaxia farmacológica, embora sua eficácia seja geralmente menor que a farmacológica.
A principal vantagem da HBPM é sua maior biodisponibilidade, meia-vida mais longa, resposta dose-dependente mais previsível e menor necessidade de monitoramento laboratorial, o que permite administração subcutânea uma ou duas vezes ao dia e menor incidência de trombocitopenia induzida por heparina.
Em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 30 mL/min), a heparina de baixo peso molecular deve ter a dose ajustada ou ser substituída por heparina não fracionada, devido ao risco de acúmulo e sangramento, já que a HBPM é predominantemente eliminada pelos rins.
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