Prevenção de TEV em Cirurgia Abdominal: Guia Essencial

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015

Enunciado

Quanto à prevenção do tromboembolismo (TEV e TEP) na cirurgia abdominal, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Pacientes submetidos à cirurgia abdominal, com riscos moderado e alto de TEV, devem receber profilaxia medicamentosa com heparina (HNF ou HBPM).
  2. B) Pacientes com alto risco de TVP beneficiam-se da profilaxia de longa duração (duas a três semanas após alta hospitalar) com heparina.
  3. C) Pacientes com idades inferiores há 40 anos não necessitam receber profilaxia específica para TEV.
  4. D) Pacientes submetidos a cirurgias videolaparoscópicas com a utilização do pneumoperitônio, mesmo diminuindo o retorno venoso, não aumenta o risco de TEV.

Pérola Clínica

Pneumoperitônio ↑ risco TEV. Profilaxia estendida é para casos de MUITO alto risco (ex: câncer).

Resumo-Chave

A prevenção de tromboembolismo venoso (TEV) e tromboembolismo pulmonar (TEP) é crucial em cirurgias abdominais. O pneumoperitônio em cirurgias laparoscópicas aumenta o risco de TEV, e a profilaxia estendida com heparina é reservada para pacientes de muito alto risco, como aqueles com câncer submetidos a cirurgias maiores.

Contexto Educacional

O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP), é uma complicação grave e potencialmente fatal em pacientes cirúrgicos. A cirurgia abdominal, especialmente as de grande porte, confere um risco elevado de TEV devido à imobilização prolongada, lesão endotelial e estado de hipercoagulabilidade pós-operatória. A profilaxia é fundamental e deve ser individualizada com base na avaliação do risco do paciente. As opções incluem métodos mecânicos (meias de compressão, compressão pneumática intermitente) e farmacológicos (heparina não fracionada ou heparina de baixo peso molecular). A profilaxia medicamentosa é geralmente indicada para pacientes com risco moderado a alto. É um erro comum subestimar o risco de TEV em cirurgias videolaparoscópicas. O pneumoperitônio, a posição do paciente e o tempo cirúrgico prolongado contribuem para um risco comparável ou até maior do que em cirurgias abertas. A profilaxia estendida (pós-alta) é reservada para pacientes com risco muito elevado, como aqueles com câncer, onde o estado de hipercoagulabilidade persiste por mais tempo. Residentes devem dominar as diretrizes para garantir a segurança do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais pacientes submetidos à cirurgia abdominal necessitam de profilaxia medicamentosa para TEV?

Pacientes com risco moderado e alto de TEV, que incluem a maioria dos submetidos a cirurgias abdominais maiores, devem receber profilaxia medicamentosa com heparina de baixo peso molecular (HBPM) ou heparina não fracionada (HNF).

O pneumoperitônio em cirurgias laparoscópicas aumenta o risco de TEV?

Sim, o pneumoperitônio, ao aumentar a pressão intra-abdominal, pode diminuir o retorno venoso e causar estase, aumentando o risco de TEV. Portanto, a profilaxia é igualmente importante em cirurgias videolaparoscópicas.

Quando a profilaxia de longa duração para TEV é indicada após cirurgia abdominal?

A profilaxia de longa duração (2-3 semanas) com heparina é indicada para pacientes selecionados de muito alto risco, como aqueles submetidos a cirurgias abdominais ou pélvicas para câncer, devido ao risco prolongado de TEV.

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