HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Paciente de 48 anos, será submetida a laparotomia para cirurgia citorredutora por neoplasia de ovário em estadiamento IIIA(i). A prescrição correta de profilaxia para tromboembolismo venoso neste caso deve ser:
Cirurgia oncológica abdominal de alto risco → profilaxia TEV com HBPPM por 2-4 semanas pós-operatório, com possível transição para DOAC.
Pacientes submetidas a cirurgias oncológicas abdominais de grande porte, como a citorredutora por neoplasia de ovário, apresentam alto risco de tromboembolismo venoso. A profilaxia deve ser iniciada 12 horas após a cirurgia (para minimizar risco de sangramento) e estendida por 2 a 4 semanas, podendo-se considerar a transição para um anticoagulante oral direto (DOAC) para maior comodidade e adesão.
O tromboembolismo venoso (TEV), que inclui trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e comum em pacientes oncológicos, especialmente aqueles submetidos a cirurgias de grande porte. A incidência de TEV é significativamente maior em pacientes com câncer devido a um estado de hipercoagulabilidade intrínseco à doença, somado aos fatores de risco cirúrgicos e quimioterápicos. A profilaxia adequada é crucial para reduzir a morbimortalidade. A fisiopatologia da hipercoagulabilidade no câncer envolve a ativação da cascata de coagulação por células tumorais, liberação de citocinas pró-trombóticas e alterações no endotélio vascular. O diagnóstico de TEV é feito por exames de imagem como ultrassonografia Doppler para TVP e angiotomografia para EP. A suspeita deve ser alta em pacientes com dispneia súbita, dor torácica pleurítica ou edema unilateral de membro inferior. O tratamento e a profilaxia do TEV em pacientes oncológicos são complexos. Para profilaxia pós-operatória em cirurgias de alto risco, como a citorredutora por neoplasia de ovário, a enoxaparina (uma heparina de baixo peso molecular) é a droga de escolha, geralmente na dose de 40 mg/dia subcutânea. É fundamental iniciar a profilaxia 12 horas após a cirurgia para equilibrar o risco de sangramento com a prevenção de trombose. A duração da profilaxia deve ser estendida por 2 a 4 semanas, e em alguns casos, pode-se considerar a transição para anticoagulantes orais diretos (DOACs) para maior conveniência e adesão do paciente no domicílio, sempre avaliando o risco-benefício individual.
A profilaxia de TEV em cirurgias oncológicas de alto risco, como a citorredutora por câncer de ovário, deve ser estendida por 2 a 4 semanas no pós-operatório, devido ao risco prolongado de eventos tromboembólicos.
A enoxaparina geralmente é iniciada 12 horas após a cirurgia para minimizar o risco de sangramento pós-operatório, especialmente em procedimentos de grande porte com potencial de hemorragia.
Pacientes submetidos a cirurgias oncológicas abdominais ou pélvicas de grande porte, com fatores de risco adicionais para TEV (como idade avançada, obesidade, histórico de TEV), são candidatos à profilaxia estendida.
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