UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Sobre tromboembolismo venoso (TEV) em paciente cirúrgicos, assinale a alternativa CORRETA:
Profilaxia farmacológica para TEV em cirurgia é indicada para Caprini ≥ 5. Neoplasia maligna ↑ risco TEV.
A profilaxia farmacológica para tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes cirúrgicos é crucial e deve ser guiada por escalas de risco como a de Caprini. Pacientes com escore Caprini maior ou igual a 5 são considerados de alto risco e têm indicação para profilaxia farmacológica.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e o tromboembolismo pulmonar (TEP), é uma complicação grave e potencialmente fatal em pacientes cirúrgicos. A incidência de TEV é elevada no período perioperatório devido a fatores como imobilização, lesão vascular e estado de hipercoagulabilidade induzido pela cirurgia e pela doença de base. A estratificação de risco é fundamental para a indicação da profilaxia adequada. A escala de Caprini é amplamente utilizada para avaliar o risco de TEV em pacientes cirúrgicos, atribuindo pontos a diversos fatores de risco. Pacientes com escore de Caprini maior ou igual a 5 são considerados de alto risco e têm indicação formal para profilaxia farmacológica, geralmente com heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada. É crucial reconhecer que a presença de neoplasia maligna confere um risco adicional significativo de TEV, sendo um fator a ser sempre considerado na avaliação. O D-dímero, embora útil para exclusão em cenários específicos, não é recomendado para rastreamento universal em pacientes cirúrgicos devido à sua baixa especificidade no pós-operatório. O tratamento de TEP grave pode envolver fibrinólise sistêmica ou terapia por cateter, com a escolha dependendo da avaliação individual de risco-benefício, incluindo o risco de sangramento.
A profilaxia farmacológica para TEV é indicada para pacientes cirúrgicos com escore de Caprini maior ou igual a 5, que são considerados de alto risco para eventos tromboembólicos.
A presença de neoplasia maligna é um fator de risco independente e significativo para o desenvolvimento de tromboembolismo venoso, aumentando a necessidade de profilaxia adequada em pacientes cirúrgicos.
O D-dímero não é o exame de escolha para rastreamento de TEV em pacientes cirúrgicos, pois sua elevação pode ocorrer por diversas condições pós-operatórias, resultando em baixa especificidade. Ele é mais útil para excluir TEV em pacientes de baixa probabilidade pré-teste.
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