SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023
São medidas utilizadas na profilaxia do tromboembolismo venoso pós-operatório, EXCETO:
Varfarina em altas doses perioperatório NÃO é medida de profilaxia de TEV; heparinas de baixo peso molecular são preferidas.
A profilaxia de TEV pós-operatório combina métodos mecânicos (botas pneumáticas, meias elásticas, mobilização precoce) e farmacológicos (heparinas). Varfarina em altas doses perioperatórias não é a escolha padrão devido ao risco de sangramento e à necessidade de monitoramento rigoroso do INR, além de ter um início de ação mais lento.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma das complicações mais graves e preveníveis no período pós-operatório. A profilaxia adequada é crucial para reduzir a morbimortalidade e melhorar os desfechos dos pacientes cirúrgicos. A incidência de TEV varia conforme o tipo de cirurgia e os fatores de risco do paciente. As medidas profiláticas são divididas em mecânicas e farmacológicas. As mecânicas incluem o uso de meias de compressão elástica, botas de compressão pneumática intermitente e, fundamentalmente, a mobilização precoce pós-operatória, que estimula o fluxo sanguíneo venoso. As medidas farmacológicas geralmente envolvem o uso de heparinas de baixo peso molecular (como a enoxaparina) ou heparina não fracionada, que são eficazes na prevenção da formação de trombos. A escolha da profilaxia depende da avaliação individual do risco do paciente para TEV e para sangramento. A varfarina, um anticoagulante oral, não é a primeira escolha para profilaxia perioperatória devido ao seu lento início de ação e à necessidade de monitoramento rigoroso do INR, o que a torna inadequada para a prevenção aguda de TEV em torno do período cirúrgico. A combinação de métodos mecânicos e farmacológicos é frequentemente empregada em pacientes de alto risco.
As principais medidas mecânicas incluem o uso de meias de compressão elástica graduada, botas de compressão pneumática intermitente e a mobilização precoce do paciente no pós-operatório.
A enoxaparina (heparina de baixo peso molecular) é preferida devido à sua previsibilidade de dose, menor necessidade de monitoramento laboratorial e eficácia comprovada na redução do risco de TEV com menor risco de sangramento comparado à heparina não fracionada.
A varfarina não é a primeira escolha para profilaxia perioperatória devido ao seu início de ação tardio e à dificuldade de controle do INR em um ambiente cirúrgico. Seu uso é mais comum em profilaxia de longo prazo ou tratamento.
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