CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, 55 anos, fumante, sobrepeso (IMC 28), é internado para uma hemicolectomia esquerda laparoscópica por neoplasia de cólon, com pretensão de cura. É hipertenso compensado. Nega diabetes, cardiopatia e demais comorbidades. Nega história de sangramentos ou de distúrbios de coagulação na família. Sua hemoglobina é 12g/dl e seu perfil de coagulação (contagem de plaquetas, TAP, TTPA e INR) são normais. A respeito do risco operatório de tromboembolismo venoso (TEV) para este paciente, assinale a alternativa INCORRETA:
Cirurgia oncológica abdominal → Alto risco TEV → Profilaxia estendida pós-alta.
Pacientes submetidos a cirurgia oncológica abdominal (como hemicolectomia por neoplasia) possuem altíssimo risco de tromboembolismo venoso (TEV), necessitando de profilaxia farmacológica (heparina de baixo peso molecular) associada a métodos mecânicos e, crucialmente, profilaxia estendida por 28 dias após a alta hospitalar.
A profilaxia do tromboembolismo venoso (TEV) é um pilar fundamental no manejo perioperatório, especialmente em pacientes submetidos a cirurgias de alto risco. O paciente descrito, com 55 anos, fumante, sobrepeso, hipertenso e submetido a uma hemicolectomia laparoscópica por neoplasia de cólon, apresenta múltiplos fatores de risco para TEV. A cirurgia oncológica abdominal, em particular, classifica o paciente em um grupo de altíssimo risco para eventos tromboembólicos. Para esses pacientes, a profilaxia deve ser agressiva, combinando medidas farmacológicas e mecânicas. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) é a escolha preferencial para a profilaxia farmacológica, e deve ser associada a medidas mecânicas como meias de compressão graduada e/ou dispositivos de compressão pneumática intermitente. Além disso, o estímulo à deambulação precoce e o controle de fatores de risco modificáveis (tabagismo, peso, pressão arterial) são essenciais para reduzir o risco. O ponto crucial da questão reside na duração da profilaxia. Em cirurgias oncológicas abdominais, o risco de TEV persiste por semanas após a alta hospitalar. Portanto, a profilaxia com HBPM deve ser estendida por até 28 dias após a alta, e não encerrada no momento da saída do hospital. Esta é uma área comum de erro e um ponto crítico para a segurança do paciente. Para residentes, é imperativo conhecer as diretrizes de profilaxia de TEV e aplicá-las corretamente, especialmente em populações de alto risco como pacientes oncológicos cirúrgicos.
Os principais fatores de risco incluem idade (>50 anos), sexo masculino, sobrepeso (IMC 28), tabagismo, e, mais criticamente, a cirurgia abdominal laparoscópica por neoplasia maligna, que confere um altíssimo risco de TEV.
A profilaxia deve ser estendida porque o risco de TEV em pacientes submetidos a cirurgias oncológicas persiste por várias semanas após a alta hospitalar, devido à inflamação, imobilidade e ao estado de hipercoagulabilidade associado ao câncer e à cirurgia.
As medidas de profilaxia mecânica incluem meias de compressão graduada e dispositivos de compressão pneumática intermitente. Elas são usadas em conjunto com a profilaxia farmacológica ou em casos de contraindicação a esta.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo