SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025
Homem, 65 anos, em pós operatório de cirurgia de colocação de prótese total de quadril evoluindo com boa recuperação clínica iniciando fisioterapia e deambulação assistida já no primeiro dia de pós operatório. Qual a conduta mais adequada em relação a profilaxia do tromboembolismo venoso?
Artroplastia quadril → profilaxia TEV com HBPMM/DOACs por 4-6 semanas.
Pacientes submetidos à artroplastia total de quadril possuem alto risco de TEV, justificando profilaxia farmacológica estendida. As diretrizes atuais recomendam HBPMM ou DOACs por um período de 4 a 6 semanas para otimizar a prevenção de eventos trombóticos.
A profilaxia do tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é um pilar fundamental no pós-operatório de cirurgias ortopédicas de grande porte, como a artroplastia total de quadril. Pacientes submetidos a esses procedimentos apresentam um risco significativamente elevado de desenvolver TEV devido à imobilização, trauma cirúrgico e estado de hipercoagulabilidade. A compreensão e aplicação correta das diretrizes de profilaxia são cruciais para a segurança do paciente e para a prática médica. A fisiopatologia do TEV envolve a tríade de Virchow: lesão endotelial, estase sanguínea e hipercoagulabilidade. A cirurgia ortopédica contribui para todos esses fatores. O diagnóstico de TEV pode ser desafiador, mas a prevenção é a chave. A suspeita deve ser alta em pacientes com dor, edema e calor na panturrilha (TVP) ou dispneia súbita e dor torácica (EP). A profilaxia deve ser iniciada no pré ou pós-operatório imediato, conforme o agente escolhido. O tratamento profilático padrão inclui medidas mecânicas, como mobilização precoce e meias de compressão, mas a profilaxia farmacológica é indispensável em cirurgias de alto risco. As heparinas de baixo peso molecular (HBPMM) e os anticoagulantes orais diretos (DOACs) são as opções preferenciais, com duração recomendada de 4 a 6 semanas após artroplastia de quadril. O prognóstico é significativamente melhorado com a profilaxia adequada, reduzindo a morbimortalidade associada ao TEV.
O principal risco é a formação de trombos nas veias profundas dos membros inferiores (TVP), que podem embolizar para os pulmões, causando embolia pulmonar (EP), uma complicação grave e potencialmente fatal.
A profilaxia é estendida porque o risco de TEV permanece elevado por várias semanas após a cirurgia, mesmo com a mobilização precoce. A duração prolongada visa cobrir esse período de maior vulnerabilidade.
As opções farmacológicas incluem heparinas de baixo peso molecular (HBPMM), como enoxaparina, e anticoagulantes orais diretos (DOACs), como rivaroxabana ou apixabana, sendo ambas eficazes e seguras.
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