PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Considerando as indicações para a profilaxia de TEV (Tromboembolismo Venoso) no ambiente hospitalar, analise as proposições a seguir. I. História prévia de TEV; II. Síndrome nefrótica; III. Presença de trombose, com evidência de anticorpos antiplaquetas; IV. AVE isquêmico. Estão CORRETAS as proposições:
Profilaxia TEV hospitalar: história prévia TEV, síndrome nefrótica, AVE isquêmico são indicações.
A profilaxia de Tromboembolismo Venoso (TEV) é essencial em pacientes hospitalizados com fatores de risco. História prévia de TEV, síndrome nefrótica (devido à perda de antitrombina III) e Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico (pela imobilidade e disfunção endotelial) são indicações claras.
O Tromboembolismo Venoso (TEV), que engloba a Trombose Venosa Profunda (TVP) e a Embolia Pulmonar (EP), é uma das principais causas de morbidade e mortalidade evitáveis em pacientes hospitalizados. A profilaxia é uma estratégia crucial para reduzir a incidência desses eventos, e a identificação dos pacientes de risco é fundamental. Diversos fatores predispõem ao TEV, e a avaliação individualizada é essencial. Entre as indicações para profilaxia de TEV, destacam-se a história prévia de TEV, que confere um risco elevado de recorrência. A síndrome nefrótica é um estado de hipercoagulabilidade bem estabelecido, devido à perda urinária de antitrombina III e outras proteínas reguladoras da coagulação, além de aumento da agregação plaquetária. O Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico, especialmente com paresia ou plegia, leva à imobilidade prolongada, estase venosa e ativação inflamatória, aumentando significativamente o risco de TVP e EP. A proposição III, 'Presença de trombose, com evidência de anticorpos antiplaquetas', não é uma indicação direta para profilaxia de TEV, mas sim uma característica de trombocitopenia induzida por heparina (TIH) ou outras trombofilias autoimunes, que requerem manejo específico e não apenas profilaxia padrão. A profilaxia pode ser farmacológica (heparina de baixo peso molecular, heparina não fracionada) ou mecânica (meias de compressão graduada, compressão pneumática intermitente), dependendo do risco do paciente e contraindicações.
Pacientes com história prévia de TEV têm um risco significativamente maior de recorrência, o que justifica a profilaxia agressiva durante a hospitalização, especialmente se houver outros fatores de risco adicionais.
Na síndrome nefrótica, ocorre perda urinária de proteínas anticoagulantes, como a antitrombina III, e aumento da síntese hepática de fatores pró-coagulantes, levando a um estado de hipercoagulabilidade e maior risco de trombose.
Pacientes com AVE isquêmico frequentemente apresentam imobilidade prolongada, paresia ou plegia, disfunção endotelial e inflamação sistêmica, todos fatores que aumentam o risco de desenvolver trombose venosa profunda e embolia pulmonar.
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