HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2021
Uma mulher de 57 anos será submetida à histerectomia por miomatose uterina, porém necessita prevenção para tromboembolismo. A opção que não deve ser utilizada é:
Ácido tranexâmico é antifibrinolítico, NÃO deve ser usado para profilaxia de tromboembolismo.
O ácido tranexâmico é um agente antifibrinolítico, utilizado para reduzir sangramentos. Seu mecanismo de ação é oposto ao objetivo da profilaxia de tromboembolismo, que visa prevenir a formação de coágulos, e seu uso pode, na verdade, aumentar o risco trombótico.
O tromboembolismo venoso (TEV), que inclui a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e potencialmente fatal em pacientes submetidas a cirurgias, especialmente as ginecológicas como a histerectomia. A profilaxia é essencial para reduzir a morbimortalidade. As estratégias de profilaxia de TEV são divididas em mecânicas e farmacológicas. As mecânicas incluem a deambulação precoce, meias de compressão elástica e dispositivos de compressão pneumática intermitente. As farmacológicas envolvem o uso de anticoagulantes, como a heparina não fracionada ou heparinas de baixo peso molecular (ex: enoxaparina), que atuam inibindo a formação de coágulos. O ácido tranexâmico, por outro lado, é um agente antifibrinolítico. Ele age inibindo a fibrinólise, ou seja, a quebra dos coágulos, sendo utilizado para controlar ou prevenir sangramentos excessivos. Portanto, seu uso em um contexto de prevenção de tromboembolismo seria contraindicado, pois ele poderia, na verdade, aumentar o risco de eventos trombóticos. É crucial que o residente compreenda a diferença entre agentes pró-coagulantes/antifibrinolíticos e anticoagulantes/antitrombóticos.
As principais estratégias incluem medidas mecânicas como meias de compressão elástica e deambulação precoce, e medidas farmacológicas como a heparina de baixo peso molecular (heparina subcutânea) ou heparina não fracionada.
O ácido tranexâmico é um agente antifibrinolítico que inibe a quebra de coágulos, sendo usado para reduzir sangramentos. Seu uso em profilaxia de tromboembolismo seria contraproducente, pois aumentaria o risco de formação de trombos.
Pacientes com idade avançada, obesidade, história prévia de tromboembolismo, trombofilias, câncer, imobilização prolongada, cirurgias de grande porte e uso de terapia hormonal têm maior risco de tromboembolismo pós-histerectomia.
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