Profilaxia de Tromboembolia Venosa: Guia Essencial

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024

Enunciado

A tromboembolia venosa, que inclui tanto a trombose venosa profunda quanto sua complicação mais grave, a embolia pulmonar, está presente em cerca de um terço dos pacientes internados e contribui como causa de morte em até 10% deles. Em relação à profilaxia destes eventos é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) A idade, isoladamente, não é um fator de risco para tromboembolia venosa.
  2. B) A profilaxia medicamentosa é feita exclusivamente com heparina de baixo peso molecular.
  3. C) Os pacientes ortopédicos representam um grupo de alto risco, que se estende além do período de internação.
  4. D) Pacientes considerados de alto risco não se beneficiam de métodos mecânicos.

Pérola Clínica

Pacientes ortopédicos → alto risco de TEV, profilaxia estende-se pós-internação.

Resumo-Chave

A profilaxia da tromboembolia venosa é crucial em pacientes internados, especialmente em grupos de alto risco como os ortopédicos, onde o risco persiste por um período prolongado após a alta hospitalar, exigindo atenção à profilaxia estendida.

Contexto Educacional

A tromboembolia venosa (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e comum em pacientes hospitalizados, contribuindo significativamente para a morbimortalidade. A identificação dos fatores de risco e a implementação de profilaxia adequada são pilares fundamentais na prática clínica, visando reduzir a incidência desses eventos. A estratificação de risco é essencial para guiar a escolha da profilaxia. Fatores como idade avançada, histórico prévio de TEV, câncer, imobilização, cirurgias de grande porte (especialmente ortopédicas), trombofilias e obesidade aumentam a probabilidade de TEV. A profilaxia pode ser medicamentosa, utilizando anticoagulantes como a heparina de baixo peso molecular (HBPM), ou mecânica, com meias de compressão graduada e compressão pneumática intermitente, sendo que os métodos mecânicos podem ser usados em pacientes com contraindicações à anticoagulação. É crucial reconhecer que o risco de TEV em pacientes ortopédicos, particularmente após cirurgias de grande porte, não se restringe ao período de internação. O risco elevado persiste por semanas após a alta, tornando a profilaxia estendida uma recomendação importante para prevenir eventos tardios. A escolha do regime profilático deve ser individualizada, considerando o balanço entre risco de trombose e sangramento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para tromboembolia venosa?

Os principais fatores incluem idade avançada, cirurgias (especialmente ortopédicas e oncológicas), imobilização prolongada, câncer, trombofilias, obesidade, gravidez e uso de estrogênios.

Qual a importância da profilaxia estendida em pacientes ortopédicos?

Pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas de grande porte, como artroplastia de quadril ou joelho, mantêm um risco elevado de TEV por várias semanas após a alta, justificando a profilaxia estendida para reduzir complicações.

Quais são os métodos de profilaxia medicamentosa e mecânica para TEV?

A profilaxia medicamentosa inclui heparina de baixo peso molecular (HBPM), heparina não fracionada e novos anticoagulantes orais. Os métodos mecânicos são meias de compressão graduada e compressão pneumática intermitente, usados isoladamente ou em combinação.

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