PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2024
A tromboembolia venosa, que inclui tanto a trombose venosa profunda quanto sua complicação mais grave, a embolia pulmonar, está presente em cerca de um terço dos pacientes internados e contribui como causa de morte em até 10% deles. Em relação à profilaxia destes eventos é CORRETO afirmar:
Pacientes ortopédicos → alto risco de TEV, profilaxia estende-se pós-internação.
A profilaxia da tromboembolia venosa é crucial em pacientes internados, especialmente em grupos de alto risco como os ortopédicos, onde o risco persiste por um período prolongado após a alta hospitalar, exigindo atenção à profilaxia estendida.
A tromboembolia venosa (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e comum em pacientes hospitalizados, contribuindo significativamente para a morbimortalidade. A identificação dos fatores de risco e a implementação de profilaxia adequada são pilares fundamentais na prática clínica, visando reduzir a incidência desses eventos. A estratificação de risco é essencial para guiar a escolha da profilaxia. Fatores como idade avançada, histórico prévio de TEV, câncer, imobilização, cirurgias de grande porte (especialmente ortopédicas), trombofilias e obesidade aumentam a probabilidade de TEV. A profilaxia pode ser medicamentosa, utilizando anticoagulantes como a heparina de baixo peso molecular (HBPM), ou mecânica, com meias de compressão graduada e compressão pneumática intermitente, sendo que os métodos mecânicos podem ser usados em pacientes com contraindicações à anticoagulação. É crucial reconhecer que o risco de TEV em pacientes ortopédicos, particularmente após cirurgias de grande porte, não se restringe ao período de internação. O risco elevado persiste por semanas após a alta, tornando a profilaxia estendida uma recomendação importante para prevenir eventos tardios. A escolha do regime profilático deve ser individualizada, considerando o balanço entre risco de trombose e sangramento.
Os principais fatores incluem idade avançada, cirurgias (especialmente ortopédicas e oncológicas), imobilização prolongada, câncer, trombofilias, obesidade, gravidez e uso de estrogênios.
Pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas de grande porte, como artroplastia de quadril ou joelho, mantêm um risco elevado de TEV por várias semanas após a alta, justificando a profilaxia estendida para reduzir complicações.
A profilaxia medicamentosa inclui heparina de baixo peso molecular (HBPM), heparina não fracionada e novos anticoagulantes orais. Os métodos mecânicos são meias de compressão graduada e compressão pneumática intermitente, usados isoladamente ou em combinação.
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