HIV Neonatal: Profilaxia em Recém-Nascidos de Alto Risco

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020

Enunciado

Recém-nascido do sexo masculino com 28 dias de vida é trazido para primeira consulta na UBS pela mãe, que nega intercorrências até o momento, exceto por fezes mais ressecadas da criança. Vem aceitando bem a fórmula láctea, em intervalos de 3 em 3 horas, recebendo ainda Zidovudina (ZDV) por via oral. Mãe refere ser infectada pelo HIV, fez pré-natal irregular e traz exames de segundo trimestre gestacional evidenciando replicação viral persistente apesar de estar, à época, tomando regularmente os antirretrovirais. A conduta MAIS ADEQUADA para essa criança neste momento é:

Alternativas

  1. A) associar à zidovudina, o medicamento nevirapina em três doses para bloqueio adicional da transmissão vertical.
  2. B) iniciar sulfametoxazol-trimetoprim às 2ª, 4ª e 6ª feiras, após suspensão do ZDV, e mantê-lo por 12 meses, independentemente do status infeccioso da criança.
  3. C) manter zidovudina até 4 semanas de vida e após, vacinar com BCG se peso maior que 2.000g, e também contra Hepatite B.
  4. D) solicitar genotipagem do HIV para definição precoce de estar infectada, devido a seu maior risco para esta infecção.

Pérola Clínica

RN exposto HIV alto risco (mãe com replicação viral) → ZDV + Nevirapina (3 doses) para bloqueio adicional.

Resumo-Chave

Em recém-nascidos expostos ao HIV com alto risco de transmissão vertical (mãe com replicação viral persistente ou pré-natal irregular), a profilaxia deve ser intensificada com a associação de Nevirapina à Zidovudina, além do esquema básico.

Contexto Educacional

A profilaxia da transmissão vertical (TV) do HIV é um pilar fundamental na redução da infecção em crianças. O manejo do recém-nascido exposto ao HIV depende da avaliação do risco de transmissão, que é determinado por fatores maternos, como a carga viral durante a gestação e o uso de antirretrovirais, e por fatores relacionados ao parto. Em situações de alto risco, como no caso de mães com replicação viral persistente ou pré-natal irregular, a profilaxia do recém-nascido deve ser intensificada. O esquema padrão de Zidovudina (ZDV) por 4 semanas é complementado com a administração de Nevirapina em três doses, nos primeiros dias de vida. Essa associação visa maximizar o bloqueio da replicação viral e reduzir a chance de infecção pelo HIV. É crucial que residentes e profissionais de saúde estejam atualizados com os protocolos de profilaxia da TV do HIV, pois a conduta adequada nos primeiros dias de vida do recém-nascido pode fazer uma diferença significativa no prognóstico da criança, prevenindo a infecção e suas consequências a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais fatores indicam alto risco de transmissão vertical do HIV em recém-nascidos?

Fatores de alto risco incluem mãe com carga viral detectável no terceiro trimestre ou próximo ao parto, ausência de uso de antirretrovirais na gestação, pré-natal irregular, diagnóstico de HIV durante o parto ou amamentação. Nesses casos, a profilaxia do RN deve ser intensificada.

Qual o esquema de profilaxia para RN de alto risco expostos ao HIV?

Para RN de alto risco, a conduta mais adequada é associar Nevirapina (3 doses) à Zidovudina, que deve ser mantida por 4 semanas. A Nevirapina oferece um bloqueio adicional da transmissão vertical, especialmente em situações de maior risco.

Por que a Nevirapina é associada à Zidovudina em casos de alto risco de transmissão vertical do HIV?

A Nevirapina é adicionada à Zidovudina em casos de alto risco para aumentar a eficácia da profilaxia pós-exposição. Ela atua como um inibidor da transcriptase reversa não nucleosídeo, complementando a ação da Zidovudina e reduzindo ainda mais a chance de infecção pelo HIV no recém-nascido.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo