UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
Gestante, 39 semanas por DUM, que não realizou pré-natal, procurou atendimento médico em uma maternidade de baixo risco. Encontrava-se em período expulsivo e deu à luz a um recém-nascido por parto vaginal. Durante a admissão, realizou dois testes rápidos para HIV que foram positivos. A melhor conduta quanto à profilaxia desse recém-nascido, segundo a nota informativa nº 6/2021 do Ministério da Saúde, é realizar os cuidados imediatos na sala de parto e
RN de mãe HIV+ sem pré-natal → fórmula láctea, CV-HIV, profilaxia expandida (AZT+3TC+RAL) em 4h.
Em recém-nascidos de mães HIV positivas sem pré-natal ou com tratamento antirretroviral inadequado, a profilaxia da transmissão vertical deve ser iniciada o mais precocemente possível (idealmente nas primeiras 4 horas de vida) com um esquema antirretroviral expandido, além da contraindicação do aleitamento materno e da investigação diagnóstica do RN.
A transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho, é um desafio significativo na saúde pública, especialmente em contextos onde o pré-natal é inadequado ou inexistente. A profilaxia eficaz do recém-nascido é crucial para reduzir drasticamente as taxas de infecção. As diretrizes do Ministério da Saúde enfatizam a importância da intervenção precoce e de um esquema antirretroviral robusto para esses bebês de alto risco. Em casos de gestantes HIV positivas sem pré-natal, a ausência de tratamento antirretroviral materno durante a gestação e o parto aumenta exponencialmente o risco de transmissão. Portanto, a conduta no recém-nascido deve ser agressiva e imediata. Isso inclui a contraindicação absoluta do aleitamento materno, substituindo-o por fórmula láctea, e a coleta de exames diagnósticos para o bebê, como a carga viral do HIV, que auxiliará no monitoramento e confirmação da infecção. O pilar da profilaxia é o início do esquema antirretroviral expandido nas primeiras horas de vida, idealmente até 4 horas após o nascimento, e no máximo em 72 horas. O esquema com Zidovudina, Lamivudina e Raltegravir é indicado para situações de maior risco, como a ausência de TARV materna. Residentes devem estar aptos a identificar essas situações de risco e implementar as medidas profiláticas corretas, seguindo os protocolos atualizados, para garantir a melhor chance de um recém-nascido não infectado.
A conduta inicial inclui cuidados imediatos na sala de parto, iniciar alimentação com fórmula láctea (contraindicar aleitamento materno), coletar carga viral do HIV (CV-HIV) em amostra de sangue periférico do RN e iniciar esquema profilático antirretroviral expandido preferencialmente nas primeiras quatro horas de vida.
Para recém-nascidos de mães sem pré-natal ou sem uso de TARV, o esquema profilático expandido recomendado pelo Ministério da Saúde é Zidovudina (AZT) + Lamivudina (3TC) + Raltegravir (RAL), iniciado o mais rápido possível após o nascimento.
O aleitamento materno é contraindicado em mães HIV positivas devido ao risco de transmissão vertical do vírus através do leite materno. A alimentação com fórmula láctea é a alternativa segura para prevenir essa forma de transmissão.
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