IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021
Gestante com 40 semanas deu entrada na maternidade em trabalho de parto em período expulsivo. Não realizou pré-natal e o teste rápido para HIV foi positivo. O que poderia ainda ser realizado como medida de proteção da transmissão vertical para o recém-nascido neste caso:
HIV+ sem pré-natal no parto: RN recebe ZDV + NVP (3 doses) e NÃO amamentar.
Em gestante HIV positiva sem pré-natal e diagnóstico no parto, o recém-nascido deve receber profilaxia antirretroviral combinada (Zidovudina por 4 semanas e Nevirapina em 3 doses) imediatamente após o nascimento, além de ser contraindicado o aleitamento materno, para minimizar o risco de transmissão vertical do HIV.
A transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho, é uma das principais formas de infecção pediátrica. A prevenção eficaz depende de um pré-natal adequado com início precoce da terapia antirretroviral (TARV) para a gestante, visando suprimir a carga viral. No entanto, em casos como o descrito, onde a gestante não realizou pré-natal e o diagnóstico de HIV é feito apenas no trabalho de parto, as medidas de profilaxia pós-exposição para o recém-nascido tornam-se ainda mais críticas. O protocolo para recém-nascidos expostos ao HIV, especialmente em situações de alto risco (como ausência de pré-natal materno ou carga viral desconhecida/elevada), envolve uma combinação de antirretrovirais. A zidovudina (AZT) oral é a base, administrada por 4 semanas. A nevirapina é adicionada em 3 doses (ao nascimento, 48h e 96h após a segunda dose) para potencializar a profilaxia, devido ao maior risco de transmissão. Além da terapia antirretroviral, a contraindicação absoluta do aleitamento materno é uma medida fundamental. O HIV pode ser transmitido através do leite materno, e a substituição por fórmula infantil é essencial para prevenir a transmissão pós-natal. O acompanhamento do recém-nascido inclui testes diagnósticos para HIV e monitoramento do desenvolvimento.
A zidovudina (AZT) é a base da profilaxia, sendo administrada à mãe durante a gestação e parto, e ao recém-nascido por 4 a 6 semanas. Ela reduz a carga viral materna e a replicação viral no RN, diminuindo significativamente o risco de transmissão.
A nevirapina é adicionada ao esquema de profilaxia do recém-nascido em situações de maior risco de transmissão vertical, como quando a mãe não realizou pré-natal, não usou TARV ou tem carga viral desconhecida/elevada no momento do parto.
O aleitamento materno é contraindicado para mães HIV positivas porque o vírus pode ser transmitido através do leite materno. A substituição por fórmula infantil é uma medida crucial para prevenir a transmissão pós-natal do HIV.
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