HIV na Gestação: Profilaxia da Transmissão Vertical no Parto

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Gestante com 40 semanas deu entrada na maternidade em trabalho de parto em período expulsivo. Não realizou pré-natal e o teste rápido para HIV foi positivo. O que poderia ainda ser realizado como medida de proteção da transmissão vertical para o recém-nascido neste caso:

Alternativas

  1. A) esquema antirretroviral para o recém-nascido imediatamente após o nascimento com zidovudina na dose: 4mg/kg/dose 12/12h, via oral por 4 semanas e 3 doses de nevirapinana dose: 12mg/dose, primeira dose até 48 horas de vida, segunda 48 horas após a primeira dose e a terceira dose 96 horas após a segunda dose e não receber leite materno;
  2. B) esquema antirretroviral para o recém-nascido imediatamente após o nascimento com zidovudina na dose: 4mg/kg/dose 12/12h, via oral por 4 semanas e não receber leite materno;
  3. C) realizar clampeamento tardio do cordão umbilical, realizar banho do recém-nascido ainda na sala de parto, aspiração de vias aéreas com cuidados e evitar aspirar estômago;
  4. D) apenas zidovudina venosa para a mãe durante o trabalho de parto pois o uso de zidovudina é contraindicado para recém-nascidos;
  5. E) esquema antirretroviral para o recém-nascido imediatamente após o nascimento com nevirapina 3 doses de na dose: 12mg/dose, primeira dose até 48 horas de vida, segunda 48 horas após a primeira dose e a terceira dose 96 horas após a segunda dose e não receber leite materno.

Pérola Clínica

HIV+ sem pré-natal no parto: RN recebe ZDV + NVP (3 doses) e NÃO amamentar.

Resumo-Chave

Em gestante HIV positiva sem pré-natal e diagnóstico no parto, o recém-nascido deve receber profilaxia antirretroviral combinada (Zidovudina por 4 semanas e Nevirapina em 3 doses) imediatamente após o nascimento, além de ser contraindicado o aleitamento materno, para minimizar o risco de transmissão vertical do HIV.

Contexto Educacional

A transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho, é uma das principais formas de infecção pediátrica. A prevenção eficaz depende de um pré-natal adequado com início precoce da terapia antirretroviral (TARV) para a gestante, visando suprimir a carga viral. No entanto, em casos como o descrito, onde a gestante não realizou pré-natal e o diagnóstico de HIV é feito apenas no trabalho de parto, as medidas de profilaxia pós-exposição para o recém-nascido tornam-se ainda mais críticas. O protocolo para recém-nascidos expostos ao HIV, especialmente em situações de alto risco (como ausência de pré-natal materno ou carga viral desconhecida/elevada), envolve uma combinação de antirretrovirais. A zidovudina (AZT) oral é a base, administrada por 4 semanas. A nevirapina é adicionada em 3 doses (ao nascimento, 48h e 96h após a segunda dose) para potencializar a profilaxia, devido ao maior risco de transmissão. Além da terapia antirretroviral, a contraindicação absoluta do aleitamento materno é uma medida fundamental. O HIV pode ser transmitido através do leite materno, e a substituição por fórmula infantil é essencial para prevenir a transmissão pós-natal. O acompanhamento do recém-nascido inclui testes diagnósticos para HIV e monitoramento do desenvolvimento.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da zidovudina na profilaxia da transmissão vertical do HIV?

A zidovudina (AZT) é a base da profilaxia, sendo administrada à mãe durante a gestação e parto, e ao recém-nascido por 4 a 6 semanas. Ela reduz a carga viral materna e a replicação viral no RN, diminuindo significativamente o risco de transmissão.

Quando a nevirapina é adicionada ao esquema de profilaxia para o recém-nascido?

A nevirapina é adicionada ao esquema de profilaxia do recém-nascido em situações de maior risco de transmissão vertical, como quando a mãe não realizou pré-natal, não usou TARV ou tem carga viral desconhecida/elevada no momento do parto.

Por que o aleitamento materno é contraindicado para mães HIV positivas?

O aleitamento materno é contraindicado para mães HIV positivas porque o vírus pode ser transmitido através do leite materno. A substituição por fórmula infantil é uma medida crucial para prevenir a transmissão pós-natal do HIV.

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