HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Gestante HIV positiva iniciou tardiamente tratamento com drogas antiretrovirais potentes, não tendo realizado coleta de carga viral; RN nasce com 37 semanas de parto natural. Você orienta para o RN:
RN de mãe HIV+ com TARV tardia/CV desconhecida → Zidovudina 6 semanas + Nevirapina (3 doses) como profilaxia.
Em RNs de mães HIV+ que iniciaram TARV tardiamente ou com carga viral desconhecida, a profilaxia é intensificada. Além da zidovudina por 6 semanas, é indicada a nevirapina em 3 doses (nas primeiras 48h, 48h depois e 96h após a segunda dose) para reduzir o risco de transmissão vertical.
A profilaxia da transmissão vertical (TV) do HIV é um dos maiores sucessos da medicina moderna, com o objetivo de reduzir a taxa de infecção em recém-nascidos de mães HIV positivas. A estratégia envolve o uso de terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação, parto e puerpério, além de profilaxia para o recém-nascido (RN). O esquema de profilaxia para o RN varia conforme o risco de transmissão, que é determinado principalmente pela carga viral materna. Em situações de maior risco, como no caso de gestantes que iniciaram a TARV tardiamente, que não tiveram controle adequado da carga viral ou cuja carga viral é desconhecida no momento do parto, a profilaxia para o RN deve ser intensificada. O protocolo padrão inclui a zidovudina (AZT) em xarope por 6 semanas. No entanto, em cenários de alto risco, a nevirapina é adicionada ao esquema. A nevirapina é administrada em três doses: a primeira nas primeiras 48 horas de vida do RN, a segunda 48 horas após a primeira dose, e a terceira 96 horas após a segunda dose. Essa abordagem combinada (AZT + nevirapina) visa maximizar a proteção do RN contra a infecção pelo HIV, especialmente quando o controle viral materno não foi ideal. É crucial que o residente conheça esses protocolos para garantir a melhor conduta e reduzir drasticamente o risco de TV.
A zidovudina (AZT) é a base da profilaxia, atuando como inibidor da transcriptase reversa, impedindo a replicação viral no RN. É administrada por 6 semanas para reduzir o risco de infecção.
A nevirapina é adicionada em casos de maior risco de transmissão vertical, como quando a mãe iniciou a TARV tardiamente, teve carga viral indetectável apenas no final da gestação, ou quando a carga viral é desconhecida ou detectável.
A nevirapina é administrada em três doses: a primeira nas primeiras 48 horas de vida, a segunda 48 horas após a primeira, e a terceira 96 horas após a segunda dose.
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