RN de Mãe HIV+: Conduta e Profilaxia Essencial

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023

Enunciado

Pedro é recém-nascido a termo, com peso de nascimento de 3 Kg, filho de mãe que descobriu HIV na 20ª semana de gestação. Iniciou uso de TARV, assim que teve o diagnóstico. No momento do Parto, não havia registro da Carga Viral, após o início da TARV. Qual a conduta mais adequada com Pedro na maternidade e seguimento:

Alternativas

  1. A) Coletar CV na sala de parto, aguardar resultado para iniciar TARV profilática por via oral e encaminhar para seguimento, com coleta de nova CV com: 14 dias, na 6ª e 12ª semana de vida.
  2. B) Coletar CV na sala de parto, iniciar AZT, 3TC e RAL por via oral e encaminhar para seguimento com coleta de nova CV com: 14 dias, na 6ª e 12ª semana de vida.
  3. C) Coletar CV na sala de parto, iniciar AZT por via oral e encaminhar para seguimento com coleta de nova CV com: 14 dias, na 6ª e 12ª semana de vida.
  4. D) Coletar CV na sala de parto, iniciar AZT, NVP por via oral e encaminhar para seguimento com coleta de nova CV com: 14 dias, na 6ª e 12ª semana de vida.

Pérola Clínica

RN de mãe HIV+ com CV desconhecida ou >1000 cópias: profilaxia com AZT + 3TC + RAL por 4 semanas.

Resumo-Chave

A conduta no RN exposto ao HIV depende da carga viral materna no momento do parto. Se a CV for desconhecida ou >1000 cópias, indica-se profilaxia combinada com AZT, 3TC e RAL por 4 semanas, além da coleta de CV do RN e seguimento rigoroso.

Contexto Educacional

A transmissão vertical do HIV é um desafio significativo na saúde pública, e a prevenção é primordial. A conduta no recém-nascido (RN) exposto ao HIV é determinada principalmente pela carga viral (CV) materna no momento do parto e pela adesão à terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação. Quando a carga viral materna é desconhecida ou elevada (>1000 cópias/mL) no parto, o risco de transmissão é maior, justificando uma profilaxia mais robusta para o RN. Nesses casos, a profilaxia combinada com três antirretrovirais (AZT, 3TC e RAL) por 4 semanas é a recomendação atual, visando maximizar a proteção contra a infecção. Além da profilaxia medicamentosa, o seguimento do RN inclui a coleta de carga viral do próprio bebê em momentos específicos (14 dias, 6ª e 12ª semana de vida) para monitorar a possível infecção e iniciar o tratamento definitivo, se necessário. O aleitamento materno é contraindicado para mães HIV positivas.

Perguntas Frequentes

Quando iniciar a profilaxia combinada para RN exposto ao HIV?

A profilaxia combinada para o RN deve ser iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 4 horas de vida, se a mãe tiver carga viral desconhecida ou >1000 cópias/mL no parto.

Quais medicamentos são usados na profilaxia antirretroviral neonatal?

Para RN de alto risco (CV materna desconhecida ou >1000 cópias), a profilaxia inclui AZT (zidovudina), 3TC (lamivudina) e RAL (raltegravir) por 4 semanas. Em casos de baixo risco, apenas AZT por 4 semanas.

Qual o esquema de seguimento laboratorial para RN de mãe HIV positiva?

O seguimento inclui a coleta de carga viral do RN aos 14 dias, na 6ª e 12ª semana de vida. O diagnóstico de infecção é confirmado por duas cargas virais positivas. Testes rápidos para HIV são realizados aos 12 e 18 meses para desfecho final.

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