Manejo do RN Exposto ao HIV: Profilaxia e Condutas Essenciais

HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015

Enunciado

Assinale a alternativa CORRETA considerando o caso de um recém-nascido a termo de mãe soropositiva para o HIV no Brasil:

Alternativas

  1. A) O recém nascido deve receber a combinação de Antirretrovirais Zidovudina (A ZT) e nevirapina caso a mãe não tenha usado antirretrovirais na gestação.
  2. B) O recém nascido pode receber leite materno desde qua a mãe esteja em uso correto de sua medicação antirretroviral e esteja com a carga viral indetectável.
  3. C) O resultado positivo do exame anti-HIV ELISA realizado ao nascimento confirma a infecção congênita pelo vírus HIV.
  4. D) A vacina de hepatite B que habitualmente é realizada ao nascimento deve ser postergada até o resultado da primeira carga viral da criança.
  5. E) Se comprovada a infecção pelo HIV após os 12 meses de idade a medicação antirretroviral deve ser iniciada, independente da sintomatologia e da classificação imunológica.

Pérola Clínica

RN de mãe HIV+ sem ARV na gestação → profilaxia intensiva com AZT + Nevirapina. Amamentação contraindicada no Brasil.

Resumo-Chave

Em recém-nascidos de mães soropositivas para HIV, a profilaxia antirretroviral é crucial para prevenir a transmissão vertical. Se a mãe não utilizou antirretrovirais durante a gestação, o risco de transmissão é maior, e o recém-nascido deve receber uma profilaxia mais intensiva, geralmente com Zidovudina (AZT) e Nevirapina. A amamentação é contraindicada no Brasil, mesmo com carga viral materna indetectável.

Contexto Educacional

O manejo do recém-nascido exposto ao HIV é uma área crítica da pediatria e da infectologia, visando a prevenção da transmissão vertical. A profilaxia antirretroviral do RN deve ser iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 4 horas de vida, e sua intensidade depende do uso de antirretrovirais pela mãe durante a gestação e parto, bem como da carga viral materna. No Brasil, as diretrizes são claras quanto à contraindicação do aleitamento materno para mães HIV-positivas, sendo a fórmula infantil a alternativa segura. O diagnóstico da infecção congênita é realizado por testes virológicos, e o acompanhamento pediátrico é essencial para monitorar o desenvolvimento da criança e iniciar o tratamento antirretroviral, se necessário, conforme as classificações clínicas e imunológicas.

Perguntas Frequentes

Qual a profilaxia antirretroviral para RN de mãe HIV+ que não usou ARV na gestação?

Se a mãe não utilizou antirretrovirais durante a gestação, o recém-nascido deve receber uma profilaxia antirretroviral combinada e mais intensiva. No Brasil, o esquema recomendado é Zidovudina (AZT) por 4 semanas e Nevirapina por 6 semanas, iniciando nas primeiras horas de vida.

É permitido o aleitamento materno para mães HIV-positivas no Brasil?

Não, no Brasil, o aleitamento materno é contraindicado para mães HIV-positivas, mesmo que estejam em uso de terapia antirretroviral e com carga viral indetectável. A recomendação é o uso de fórmula infantil, fornecida pelo SUS, para evitar o risco de transmissão do HIV pelo leite materno.

Como é feito o diagnóstico de infecção congênita por HIV no recém-nascido?

O diagnóstico de infecção congênita por HIV não pode ser feito com o teste anti-HIV ELISA ao nascimento, pois detecta anticorpos maternos. É necessário realizar testes virológicos (PCR para DNA ou RNA do HIV) em amostras de sangue do RN, geralmente ao nascimento, com 1-2 meses e aos 4-6 meses de idade, para confirmar ou excluir a infecção.

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