UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Primigesta, 20 anos, gestação de 39 semanas e 4 dias, com pré-natal sem intercorrências e últimas sorologias realizadas com 30 semanas de gestação, negativas. É admitida na maternidade com 8 cm de dilatação, bolsa íntegra, dinâmica efetiva, BCF: 130 bpm. O teste rápido HIV foi positivo. A conduta correta é
Gestante em trabalho de parto avançado com teste rápido HIV+ → iniciar AZT EV e aguardar evolução obstétrica para parto vaginal.
Em gestantes com teste rápido HIV positivo no trabalho de parto, especialmente em fase avançada, a prioridade é a profilaxia da transmissão vertical com AZT endovenoso. A via de parto é definida pela carga viral (se disponível) e pela evolução do trabalho de parto. Com dilatação avançada e bolsa íntegra, o parto vaginal é uma opção segura com a devida profilaxia.
A transmissão vertical do HIV de mãe para filho é uma preocupação significativa na obstetrícia. O pré-natal adequado com testagem sorológica é fundamental, mas casos de soroconversão tardia ou não testagem podem ocorrer. O teste rápido de HIV no trabalho de parto é uma ferramenta essencial para identificar gestantes soropositivas e implementar medidas profiláticas imediatas. A fisiopatologia da transmissão vertical envolve a passagem do vírus da mãe para o feto durante a gestação, parto ou amamentação. O risco é maior durante o parto, especialmente com bolsa rota prolongada e procedimentos invasivos. A profilaxia antirretroviral, como o AZT, atua inibindo a replicação viral e reduzindo a carga viral materna, diminuindo a exposição fetal. A conduta em gestantes com teste rápido HIV positivo no trabalho de parto depende da fase do trabalho de parto e da carga viral (se conhecida). Se a paciente estiver em trabalho de parto avançado (dilatação >4-6 cm) e a bolsa íntegra, a prioridade é iniciar o AZT endovenoso e aguardar a evolução para o parto vaginal, que pode ser seguro com a profilaxia adequada. A cesárea é reservada para situações de carga viral elevada (>1000 cópias/mL) ou desconhecida no início do trabalho de parto, ou outras indicações obstétricas. O recém-nascido também receberá profilaxia com AZT.
O teste rápido de HIV no trabalho de parto é crucial para identificar gestantes soropositivas não diagnosticadas previamente, permitindo a implementação imediata de medidas profiláticas para reduzir a transmissão vertical do vírus, protegendo o recém-nascido.
A cesárea eletiva é indicada para gestantes com carga viral de HIV >1000 cópias/mL ou desconhecida a partir da 38ª semana de gestação, ou no início do trabalho de parto, para reduzir o risco de transmissão vertical do vírus.
O AZT endovenoso administrado à gestante durante o trabalho de parto e parto é uma das principais intervenções para reduzir a transmissão vertical do HIV, especialmente quando a carga viral é desconhecida ou elevada, diminuindo a exposição fetal ao vírus.
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