FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Recém-nascido a termo com peso 3,5 kg, mãe com HBsAg+, nega uso de imunobiológicos durante a gestação, não sabia do diagnóstico até a data do parto e não sabe seu histórico vacinal, qual a conduta em relação ao recém-nascido?
RN de mãe HBsAg+ → Vacina Hepatite B + IGHB nas primeiras 12h de vida para profilaxia da transmissão vertical.
Em recém-nascidos de mães HBsAg positivas, a profilaxia da transmissão vertical da Hepatite B exige a administração da vacina contra Hepatite B e da Imunoglobulina Humana contra Hepatite B (IGHB) o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 12 horas de vida, para conferir proteção ativa e passiva.
A transmissão vertical do vírus da Hepatite B (VHB) é uma das principais vias de infecção crônica em todo o mundo, com altas taxas de cronicidade quando a infecção ocorre no período perinatal. Mães HBsAg positivas representam um risco significativo para seus recém-nascidos. A profilaxia adequada é fundamental para prevenir a infecção e suas complicações a longo prazo, como cirrose e carcinoma hepatocelular. A profilaxia da transmissão vertical do VHB é baseada na imunização passiva e ativa. A imunização passiva é feita com a Imunoglobulina Humana contra Hepatite B (IGHB), que fornece anticorpos imediatos. A imunização ativa é realizada com a vacina recombinante contra Hepatite B, que estimula a produção de anticorpos pelo próprio organismo do bebê. A conduta padrão para recém-nascidos de mães HBsAg positivas é a administração combinada da vacina contra Hepatite B e da IGHB. Ambos devem ser aplicados o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida, em locais anatômicos diferentes. O esquema vacinal completo deve ser seguido para garantir a imunização duradoura. Essa estratégia combinada tem uma eficácia superior a 90% na prevenção da infecção perinatal.
A profilaxia combinada oferece proteção imediata (IGHB) e de longo prazo (vacina), sendo crucial para prevenir a infecção crônica por Hepatite B, que tem alta taxa de cronicidade quando adquirida no período perinatal.
Ambos devem ser administrados o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 12 horas de vida, para maximizar a eficácia na prevenção da transmissão vertical.
A conduta para o recém-nascido de mãe HBsAg+ é a mesma, independentemente do histórico vacinal materno ou uso de imunobiológicos na gestação, devido ao alto risco de transmissão.
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