UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Mulher, 68 anos, encontra-se no primeiro pós-operatório de cirurgia de colocação de prótese total de quadril, já realizando fisioterapia e deambulação assistida com meias elásticas de alta compressão. Nesse caso, qual é a conduta mais adequada em relação à profilaxia do tromboembolismo venoso?
Pós-op ATQ: profilaxia TEV com HBPM ou DOACs por 4 semanas, mesmo com medidas mecânicas.
Pacientes submetidos à artroplastia total de quadril têm alto risco de TEV. As diretrizes atuais recomendam profilaxia farmacológica estendida (4 semanas) com heparinas de baixo peso molecular (HBPM) ou anticoagulantes orais diretos (DOACs), além das medidas mecânicas como fisioterapia e meias elásticas.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e potencialmente fatal em pacientes submetidos a cirurgias ortopédicas de grande porte, como a artroplastia total de quadril (ATQ). A profilaxia adequada é fundamental para reduzir a morbimortalidade associada. A incidência de TEV sem profilaxia pode ser alta nesses pacientes, justificando a intervenção. A fisiopatologia do TEV pós-operatório envolve a tríade de Virchow: estase venosa (imobilização, compressão de vasos), lesão endotelial (trauma cirúrgico) e hipercoagulabilidade (resposta inflamatória à cirurgia). A identificação de pacientes de alto risco é crucial. As diretrizes atuais recomendam uma abordagem combinada, incluindo medidas mecânicas (mobilização precoce, meias de compressão graduada, compressão pneumática intermitente) e, principalmente, profilaxia farmacológica. Para pacientes submetidos à artroplastia total de quadril, a profilaxia farmacológica é essencial e deve ser estendida por um período de 4 semanas. As opções incluem heparinas de baixo peso molecular (HBPM) ou anticoagulantes orais diretos (DOACs), que demonstraram superioridade ou não inferioridade em relação à warfarina e menor risco de sangramento em alguns contextos. A escolha do agente e a duração devem ser individualizadas, considerando os riscos e benefícios para cada paciente.
A profilaxia farmacológica é recomendada por um período estendido de 4 semanas (28 a 35 dias) após a cirurgia, devido ao alto risco de tromboembolismo venoso.
As heparinas de baixo peso molecular (HBPM) e os anticoagulantes orais diretos (DOACs) são os agentes preferenciais, com evidências de eficácia e segurança para essa indicação.
Não, as medidas mecânicas (fisioterapia, meias elásticas) são importantes adjuvantes, mas não são suficientes como profilaxia isolada em cirurgias de alto risco como a artroplastia total de quadril, sendo necessária a associação com profilaxia farmacológica.
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