Profilaxia do Tétano: Conduta em Ferimentos de Risco

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015

Enunciado

D.A.S., de 65 anos, lavrador, refere ter se acidentado com enxada há quatro horas. Apresenta lesão cortocontusa em face anterior do pé esquerdo, profunda, com cinco centímetros. Realizadas limpeza e sutura, além de curativo. Traz cartão vacinal com registro de três doses de vacina antitetânica há 12 anos. Para a profilaxia do tétano, qual é a conduta para o caso?

Alternativas

  1. A) Administrar 1 dose de reforço de vacina dT.
  2. B) Administrar 1 dose de reforço de vacina dT e soro antitetânico.
  3. C) Reiniciar o esquema de vacinação com três doses de dT, com intervalo de 60 dias.
  4. D) Reiniciar o esquema de vacinação com três doses de dT, com intervalo de 60 dias, e fornecer o soro antitetânico.

Pérola Clínica

Ferimento tetanogênico + vacinação incompleta/há >5-10 anos → Vacina dT + Soro Antitetânico.

Resumo-Chave

Em ferimentos com alto risco de tétano (como cortocontuso, profundo, contaminado) e histórico vacinal incerto ou com última dose há mais de 5-10 anos, é essencial combinar imunização ativa (vacina dT) e passiva (soro antitetânico) para proteção imediata e duradoura.

Contexto Educacional

O tétano é uma doença grave, não contagiosa, causada pela toxina da bactéria *Clostridium tetani*, que entra no organismo através de ferimentos na pele. A profilaxia adequada é crucial, especialmente em pacientes com ferimentos de risco. A avaliação da necessidade de vacina antitetânica (dT) e/ou soro antitetânico (imunoglobulina antitetânica) depende do tipo de ferimento e do histórico vacinal do paciente. Ferimentos considerados tetanogênicos são aqueles profundos, extensos, com tecido desvitalizado, contaminados com terra ou fezes, ou causados por objetos perfurocortantes sujos. No caso apresentado, uma lesão cortocontusa profunda com enxada é um ferimento de alto risco. O paciente tem 65 anos e recebeu 3 doses há 12 anos. Embora tenha o esquema primário completo, o intervalo de 12 anos excede os 5-10 anos recomendados para reforço em ferimentos de risco. Nessas situações, a conduta é administrar uma dose de reforço da vacina dT para estimular a imunidade ativa e, simultaneamente, o soro antitetânico para fornecer imunidade passiva imediata. O soro é fundamental para uma proteção rápida enquanto a vacina começa a fazer efeito. É um ponto crítico na emergência e na atenção primária.

Perguntas Frequentes

Quando é necessário administrar soro antitetânico?

O soro antitetânico (imunoglobulina) é indicado em ferimentos tetanogênicos (sujos, profundos, extensos) em pacientes não vacinados, com vacinação incompleta ou com mais de 5-10 anos da última dose, para conferir proteção imediata.

Qual a diferença entre vacina dT e soro antitetânico?

A vacina dT (difteria e tétano) promove imunização ativa, estimulando o corpo a produzir anticorpos, com proteção duradoura. O soro antitetânico fornece anticorpos pré-formados (imunização passiva), oferecendo proteção imediata, mas de curta duração.

Qual o esquema vacinal básico para tétano em adultos?

O esquema básico consiste em três doses da vacina dT. Após o esquema primário, são recomendados reforços a cada 10 anos, ou a cada 5 anos em caso de ferimentos de risco.

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