SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2021
Menino, 7 anos de idade, é levado à Unidade de Pronto Atendimento por ter pisado em um prego enferrujado quando se encontrava em um abrigo de animais. O genitor não conseguiu retirar o prego, que permaneceu encravado. Sua carteira de vacinação mostra-se desatualizada desde os 12 meses de idade.Considerando a situação descrita, Quanto à antibioticoterapia profilática é correto afirmar:
Ferimento tetanogênico + vacinação incompleta → IGHAT + Vacina dT/DTPa. ATB profilático não é rotina.
Para ferimentos com risco de tétano em pacientes com vacinação incompleta ou desconhecida, a profilaxia primária é com imunoglobulina antitetânica e vacina. A antibioticoterapia profilática para tétano não é recomendada rotineiramente, pois não há evidências que justifiquem seu uso.
O tétano é uma doença grave causada pela toxina de *Clostridium tetani*, que pode ser fatal. A prevenção é a chave, principalmente através da vacinação. Ferimentos profundos e contaminados, como o descrito, são de alto risco para tétano, especialmente em indivíduos com vacinação incompleta. A profilaxia do tétano em ferimentos tetanogênicos em pacientes com status vacinal incerto ou incompleto envolve a administração de Imunoglobulina Humana Antitetânica (IGHAT) para imunidade passiva imediata e a vacina antitetânica (dT ou DTPa) para iniciar ou completar a imunização ativa. A limpeza e desbridamento do ferimento são cruciais. É um erro comum pensar que antibióticos profiláticos, como a penicilina benzatina, são eficazes na prevenção do tétano. As diretrizes atuais não recomendam a antibioticoterapia profilática para tétano, pois não há evidências que sustentem seu benefício. O metronidazol é usado no tratamento do tétano já instalado, mas não para profilaxia.
A conduta inicial inclui limpeza rigorosa do ferimento, desbridamento, e a administração de Imunoglobulina Humana Antitetânica (IGHAT) e vacina dT ou DTPa, dependendo da idade e histórico vacinal.
Não, a antibioticoterapia profilática para tétano não é recomendada rotineiramente, pois não há evidências científicas que comprovem sua eficácia na prevenção da doença.
A IGHAT é indicada para ferimentos tetanogênicos em pacientes não vacinados, com vacinação incompleta, ou com status vacinal desconhecido, para fornecer imunidade passiva imediata.
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