UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2024
Paciente idoso de 60 anos, da zona rural, portador de diabetes mellitus, procura assistência médica dois dias após pisar em prego enferrujado no seu quintal. Ele refere que na sua infância tomou algumas vacinas mas não recorda quais. Também não possui cartão de vacina. Em relação à profilaxia para tétano, o recomendado para esse paciente é:
Ferida tetanogênica + status vacinal desconhecido = IGAT + 3 doses de vacina + limpeza da ferida.
Em casos de feridas tetanogênicas (como pisar em prego enferrujado) e status vacinal desconhecido, a profilaxia completa para tétano inclui a administração de imunoglobulina antitetânica (IGAT) e o início do esquema de vacinação com 3 doses da vacina antitetânica, além da limpeza e desbridamento adequado da ferida.
O tétano é uma doença grave causada pela toxina tetanospasmina produzida pelo Clostridium tetani, um bacilo anaeróbio encontrado no solo e fezes de animais. A doença é caracterizada por espasmos musculares dolorosos e disfunção autonômica, com alta letalidade. A profilaxia é fundamental, especialmente em feridas com risco de contaminação, como as perfurantes ou com tecido desvitalizado. A profilaxia do tétano depende do tipo de ferida (limpa ou tetanogênica) e do histórico vacinal do paciente. Feridas tetanogênicas em indivíduos com status vacinal desconhecido ou incompletamente vacinados exigem uma abordagem combinada: imunização passiva com imunoglobulina antitetânica (IGAT) para proteção imediata e imunização ativa com a vacina antitetânica para conferir proteção duradoura. Além da imunização, o manejo local da ferida é de extrema importância. A limpeza exaustiva com água e sabão, a remoção de corpos estranhos e o desbridamento de tecidos necróticos são essenciais para reduzir a carga bacteriana e criar um ambiente desfavorável ao crescimento do C. tetani. A combinação dessas medidas garante a máxima proteção contra a doença.
A IGAT é indicada para feridas tetanogênicas (contaminadas, profundas, com tecido desvitalizado) em pacientes não vacinados, com status vacinal desconhecido ou incompletamente vacinados, ou em imunocomprometidos.
O esquema consiste em três doses da vacina antitetânica: a primeira dose no momento da consulta, a segunda dose 30 a 60 dias após a primeira, e a terceira dose 6 meses após a segunda. Reforços a cada 10 anos são recomendados.
A limpeza rigorosa e o desbridamento de tecidos desvitalizados são cruciais, pois o Clostridium tetani é um anaeróbio estrito. A remoção de corpos estranhos e tecidos necróticos reduz o ambiente propício para a proliferação bacteriana.
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