HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023
Secundigesta, com 39 semanas de gestação, é internada por ruptura de membranas há 2 horas. Ao exame, ainda não apresenta sinais de trabalho de parto. Em seu acompanhamento pré-natal, há o registro de bacteriúria assintomática por Streptococcus agalactiae do grupo B na 24ª semana de gestação, a qual foi tratada com ampicilina via oral. Posteriormente, realizou urocultura de controle negativa. Referente ao caso, assinale V (verdadeiro) ou F (falso). ( ) A paciente deve iniciar profilaxia para Streptococcus agalactiae do grupo B, assim que iniciar o trabalho de parto. ( ) Não há necessidade de profilaxia para Streptococcus agalactiae do grupo B, uma vez que bacteriúria assintomática foi tratada durante o pré-natal e a paciente apresenta urocultura negativa após o tratamento. ( ) Caso a paciente opte por cesariana, a profilaxia para Streptococcus agalactiae do grupo B está indicada. O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
GBS: Bacteriúria assintomática tratada + urocultura negativa NÃO indica profilaxia intraparto, exceto em cesariana com membranas rotas.
A profilaxia intraparto para GBS é indicada em casos de bacteriúria assintomática por GBS não tratada, cultura positiva no final da gestação, ou história de filho anterior com doença invasiva por GBS. O tratamento pré-natal de bacteriúria assintomática com urocultura negativa posterior geralmente dispensa a profilaxia, a menos que haja outros fatores de risco.
O Streptococcus agalactiae do grupo B (GBS) é uma bactéria comum que pode colonizar o trato gastrointestinal e geniturinário de gestantes, sendo a principal causa de sepse e meningite neonatal precoce. A profilaxia intraparto visa reduzir a transmissão vertical da bactéria para o recém-nascido, prevenindo complicações graves. A identificação de gestantes de risco é crucial para a saúde materno-infantil. O rastreamento de GBS é realizado entre 35 e 37 semanas de gestação por meio de cultura de swab vaginal e retal. No entanto, a bacteriúria assintomática por GBS em qualquer momento da gestação é considerada um fator de risco significativo, exigindo tratamento e, se não houver urocultura de controle negativa, profilaxia intraparto. A presença de urocultura negativa após tratamento da bacteriúria assintomática geralmente exclui a necessidade de profilaxia, a menos que outros fatores de risco estejam presentes. A profilaxia intraparto é tipicamente realizada com penicilina G ou ampicilina intravenosa. É importante ressaltar que a cesariana eletiva com membranas íntegras não requer profilaxia para GBS, pois o risco de transmissão vertical é mínimo. Contudo, se houver ruptura de membranas ou início do trabalho de parto antes da cesariana, a profilaxia deve ser administrada.
As principais indicações incluem cultura positiva para GBS entre 35-37 semanas, bacteriúria assintomática por GBS em qualquer momento da gestação (não tratada ou sem urocultura de controle negativa), história de filho anterior com doença invasiva por GBS e trabalho de parto prematuro ou ruptura prolongada de membranas em gestante com status de GBS desconhecido.
Sim, se a bacteriúria assintomática por GBS for tratada adequadamente e houver uma urocultura de controle negativa após o tratamento, a profilaxia intraparto não é necessária, a menos que surjam outros fatores de risco.
Não, a cesariana eletiva com membranas íntegras não exige profilaxia para GBS. A profilaxia é indicada se houver ruptura de membranas antes da cirurgia ou se a paciente já estiver em trabalho de parto.
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