SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2024
Dois jovens, ela 25 anos e ele 26 anos de idade, tiveram uma relação sexual há 2 dias e utilizaram preservativo, porém perceberam que a camisinha havia estourado durante o ato sexual. Ela, nuligesta, está preocupada, pois isso nunca havia acontecido e estava no período fértil. A gestação nesse momento não seria desejada. Ela é hipertensa desde os 22 anos, bem controlada, sem outras comorbidades.Visando a redução de risco de infecção por sífilis, indique a conduta para o momento:
Exposição sexual a parceiro com sífilis (ou risco) → Penicilina G Benzatina 2,4M UI IM (dose única).
Em casos de exposição sexual de risco recente, o tratamento imediato (profilaxia/tratamento abortivo) é indicado para prevenir a infecção clínica, independentemente de sorologias iniciais negativas.
O manejo de parceiros sexuais de pacientes com sífilis é uma estratégia de saúde pública crucial. Segundo os protocolos do Ministério da Saúde e CDC, indivíduos expostos sexualmente a alguém com sífilis (especialmente estágios iniciais) nos últimos 90 dias devem ser tratados de forma presuntiva, mesmo que os testes sorológicos iniciais sejam negativos. A dose de 2,4 milhões de UI de Penicilina G Benzatina é eficaz para eliminar o Treponema pallidum na fase de incubação. A abordagem sindrômica e a profilaxia pós-exposição reduzem a incidência de sífilis terciária e congênita. É fundamental também orientar o uso de métodos de barreira e realizar o rastreamento de outras ISTs concomitantes.
A recomendação para profilaxia ou tratamento abortivo após exposição sexual de risco (parceiro com sífilis primária, secundária ou latente recente) é a administração de Penicilina G Benzatina 2,4 milhões de UI, via intramuscular, em dose única (aplicada como 1,2 milhão de UI em cada glúteo). Esta conduta visa interromper a cadeia de transmissão e evitar o desenvolvimento da doença clínica.
A sífilis possui uma janela imunológica; os testes treponêmicos e não treponêmicos (VDRL) podem demorar semanas para positivar após o contágio. Em situações de exposição de alto risco, o tratamento imediato é preferível para garantir a cura precoce e evitar que o paciente transmita a infecção ou perca o seguimento ambulatorial antes do diagnóstico sorológico.
Além da sífilis, deve-se oferecer profilaxia pós-exposição (PEP) para o HIV (se dentro de 72 horas), rastreio e tratamento empírico para clamídia e gonorreia, além de verificar a imunização para Hepatite B. O acompanhamento sorológico posterior é essencial para confirmar a resolução ou detectar outras infecções.
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