UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
Diante de uma gestante com cultura positiva para estreptococo do grupo B, assinale a alternativa que indica a necessidade de antibioticoprofilaxia para sepse neonatal.
Profilaxia GBS é indicada para cultura positiva + fatores de risco, mesmo em cesariana se houver RPMO ou trabalho de parto.
A antibioticoprofilaxia para GBS é indicada em gestantes com cultura positiva e fatores de risco, como rotura prematura de membranas (RPMO) ou trabalho de parto, independentemente da via de parto. Cesariana eletiva sem trabalho de parto e membranas íntegras não requer profilaxia.
A infecção por Streptococcus do Grupo B (GBS) é a principal causa de sepse neonatal precoce, uma condição grave com alta morbimortalidade. A antibioticoprofilaxia intraparto (API) é uma estratégia eficaz para prevenir a transmissão vertical do GBS da mãe para o recém-nascido. É fundamental que residentes compreendam as indicações precisas para a API, a fim de otimizar a segurança materno-infantil. A API é recomendada para gestantes com cultura positiva para GBS (geralmente coletada entre 35-37 semanas) que apresentem fatores de risco adicionais, como trabalho de parto, rotura prematura de membranas (RPMO) por mais de 18 horas, febre intraparto (≥ 38°C) ou prematuridade (<37 semanas). A via de parto é um fator determinante: em cesarianas eletivas, com membranas íntegras e sem trabalho de parto, a profilaxia não é necessária, pois o risco de exposição do feto ao GBS é mínimo. No entanto, se uma gestante com GBS positivo for submetida a cesariana após o início do trabalho de parto ou com RPMO, a API é indicada, pois o risco de transmissão vertical já existe. A penicilina G é o antibiótico de escolha, com ampicilina como alternativa. A compreensão dessas nuances é vital para a tomada de decisão clínica e para a prevenção de desfechos adversos neonatais.
A profilaxia é indicada se houver fatores de risco como trabalho de parto, rotura prematura de membranas (RPMO) por mais de 18 horas, febre intraparto, ou história de filho anterior com sepse por GBS, independentemente da via de parto.
Sim, se a cesariana for eletiva, antes do início do trabalho de parto e com membranas íntegras, a profilaxia não é necessária, pois o risco de transmissão vertical é mínimo. No entanto, se houver RPMO ou trabalho de parto, a profilaxia é indicada.
Os principais fatores de risco incluem cultura materna positiva para GBS, RPMO prolongada (>18h), febre intraparto, prematuridade (<37 semanas) e história de sepse por GBS em neonato anterior.
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