Profilaxia de Sepse Neonatal por GBS: Indicações e Conduta

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023

Enunciado

Uma gestante, G3P2, com 38 semanas, é internada com o na maternidade com diagnóstico de trabalho de parto. Após anamnese, avaliação do cartão de pré-natal e exame físico, foi iniciado ampicilina para profilaxia de sepse neonatal. O achado que pode ter sido identificado durante a internação da paciente para justificar essa conduta é:

Alternativas

  1. A) urinocultura positiva para Streptococcus agalactiae na 1a gestação
  2. B) amniorrexis 12 horas antes da internação
  3. C) resultado do swab vaginal e retal colhido no pré-natal desconhecido
  4. D) história de sepse por S. agalactiae na gestação anterior

Pérola Clínica

História prévia de sepse neonatal por GBS em gestação anterior = indicação de profilaxia intraparto com ampicilina.

Resumo-Chave

A profilaxia intraparto para Streptococcus agalactiae (GBS) é indicada em gestantes com cultura positiva na gestação atual, bacteriúria por GBS na gestação atual, ou história de sepse neonatal precoce por GBS em gestação anterior, independentemente do status da cultura atual. A ampicilina é uma das opções de escolha.

Contexto Educacional

A sepse neonatal precoce por Streptococcus agalactiae (GBS) é uma causa significativa de morbimortalidade em recém-nascidos. A transmissão ocorre verticalmente, da mãe para o feto, durante o trabalho de parto ou ruptura das membranas. A profilaxia intraparto com antibióticos é uma estratégia eficaz para reduzir a incidência dessa complicação grave, sendo uma das intervenções mais importantes no pré-natal e parto. As indicações para a profilaxia intraparto de GBS são bem estabelecidas e incluem: cultura positiva para GBS em swab vaginal/retal entre 35-37 semanas da gestação atual; bacteriúria por GBS em qualquer momento da gestação atual; e, crucialmente, história de um neonato anterior com doença invasiva por GBS (sepse neonatal precoce). Nesses casos, a profilaxia é indicada independentemente do resultado da cultura atual, devido ao alto risco de recorrência e gravidade da condição. A ampicilina é um dos antibióticos de escolha para a profilaxia, sendo uma alternativa à penicilina cristalina, especialmente em locais onde a penicilina não é a primeira opção ou em casos de alergia leve. A administração deve ser iniciada no trabalho de parto e continuada até o nascimento, garantindo níveis terapêuticos no líquido amniótico e no sangue fetal. O residente deve dominar as indicações e o esquema de profilaxia para GBS, pois essa é uma medida preventiva de grande impacto na saúde neonatal.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para a profilaxia intraparto de sepse neonatal por GBS?

As indicações incluem cultura positiva para GBS em swab vaginal/retal na gestação atual, bacteriúria por GBS na gestação atual, história de sepse neonatal precoce por GBS em gestação anterior, e status de GBS desconhecido com fatores de risco como febre intraparto, bolsa rota >18h ou trabalho de parto prematuro.

Por que a história de sepse neonatal por GBS em gestação anterior é uma indicação para profilaxia?

A história de um neonato anterior com sepse precoce por GBS indica um alto risco de colonização materna e transmissão vertical em gestações futuras. Essa recorrência justifica a profilaxia para proteger o recém-nascido, independentemente do resultado da cultura atual.

Qual o antibiótico de escolha para a profilaxia intraparto de GBS?

A penicilina cristalina é o antibiótico de primeira escolha. Em caso de alergia à penicilina, a ampicilina pode ser utilizada como alternativa. Para alergias graves, clindamicina ou vancomicina são opções, dependendo do perfil de sensibilidade local.

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