HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2021
A tuberculose é endêmica no Brasil e o aumento da sua incidência nas últimas décadas está relacionado à epidemia do vírus HIV. A respeito dessas patologias, julgue o item.Pacientes HIV+, com carga viral indetectável, CD4 de 86 e história prévia de neurocriptococose têm indicação de profilaxia secundária com fluconazol.
HIV+ com CD4 < 100 e neurocriptococose prévia → profilaxia secundária com fluconazol é indicada.
Pacientes HIV positivos com histórico de neurocriptococose, especialmente com contagem de CD4 abaixo de 100 células/mm³, necessitam de profilaxia secundária contínua com fluconazol para prevenir recidivas. A carga viral indetectável, embora importante para a saúde geral, não anula a necessidade de profilaxia em casos de imunodeficiência grave (CD4 baixo) e histórico de infecção oportunista.
A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) compromete o sistema imunológico, tornando os indivíduos suscetíveis a uma série de infecções oportunistas. A neurocriptococose, causada pelo fungo Cryptococcus neoformans, é uma das mais graves, manifestando-se principalmente em pacientes com imunossupressão avançada, caracterizada por baixas contagens de linfócitos T CD4+. A profilaxia secundária, ou terapia de manutenção, é crucial para prevenir a recorrência de infecções oportunistas em pacientes HIV+ que já tiveram um episódio prévio. No caso da neurocriptococose, o fluconazol é o agente de escolha. A decisão de iniciar ou manter essa profilaxia é baseada na história da infecção e, principalmente, no grau de imunossupressão, avaliado pela contagem de CD4. Mesmo com carga viral indetectável, se o CD4 permanece baixo (geralmente <100-200 células/mm³), o risco de recidiva é alto. A interrupção da profilaxia secundária só deve ser considerada após um período prolongado de terapia antirretroviral (TARV) eficaz, com elevação sustentada da contagem de CD4 para níveis seguros (geralmente >100-200 células/mm³) e ausência de sinais de infecção ativa. O manejo desses pacientes exige vigilância contínua e adesão rigorosa às diretrizes de tratamento e profilaxia para otimizar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade.
A profilaxia secundária é indicada para pacientes HIV+ que tiveram um episódio prévio de criptococose (especialmente neurocriptococose) e que ainda apresentam imunossupressão significativa, geralmente com contagem de CD4 abaixo de 100-200 células/mm³.
O fluconazol é o antifúngico de escolha para a profilaxia secundária da criptococose em pacientes HIV+, devido à sua boa penetração no sistema nervoso central e perfil de segurança, sendo administrado por via oral.
Não, a carga viral indetectável indica controle da replicação viral, mas se a contagem de CD4 permanece baixa (imunodeficiência grave), o risco de recidiva de infecções oportunistas prévias, como a criptococose, persiste, e a profilaxia secundária deve ser mantida.
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