UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Uma criança de 6 anos, que acaba de receber o diagnóstico de febre reumática sem cardite, deve receber profilaxia secundária até a idade de:
Febre reumática sem cardite → profilaxia secundária até os 21 anos OU 5 anos após o último surto (o que for maior).
As diretrizes atuais para profilaxia secundária da febre reumática sem cardite recomendam a manutenção da profilaxia até os 21 anos de idade ou por um período de 5 anos após o último surto, o que for maior. Para uma criança de 6 anos com diagnóstico recente e sem cardite, a profilaxia deve ser mantida, no mínimo, até os 21 anos. A alternativa A (11 anos) está incorreta, pois é um período muito curto.
A febre reumática é uma doença inflamatória sistêmica que ocorre como complicação não supurativa de uma infecção de orofaringe pelo Streptococcus pyogenes (estreptococo beta-hemolítico do grupo A). A profilaxia secundária é a estratégia mais eficaz para prevenir recorrências da doença e, consequentemente, a progressão para a doença cardíaca reumática crônica, que é a principal causa de morbimortalidade. A duração da profilaxia secundária é um ponto crítico e varia conforme a presença e a gravidade da cardite. Para pacientes com febre reumática sem cardite, as diretrizes atuais recomendam a profilaxia até os 21 anos de idade ou por um período de 5 anos após o último surto, o que for maior. Se a criança teve o diagnóstico aos 6 anos, a profilaxia deve ser mantida, no mínimo, até os 21 anos. Em casos de febre reumática com cardite, mas sem doença cardíaca residual, a profilaxia é estendida até os 21 anos ou por 10 anos após o último surto. Já para pacientes com febre reumática e cardite com doença cardíaca residual (valvopatia), a profilaxia deve ser mantida por toda a vida. A penicilina benzatina é o antibiótico de escolha devido à sua eficácia e longa duração de ação, administrada intramuscularmente a cada 21 dias. O residente deve dominar essas diretrizes para garantir o manejo adequado e prevenir complicações graves.
A profilaxia secundária é crucial para prevenir novos surtos de febre reumática, que são desencadeados por infecções estreptocócicas. Cada novo surto aumenta o risco de desenvolver ou agravar a cardite reumática, a complicação mais grave da doença.
O esquema padrão é a penicilina benzatina intramuscular a cada 21 dias. Em casos de alergia à penicilina, a eritromicina ou sulfadiazina podem ser utilizadas como alternativas, conforme a tolerância do paciente.
O diagnóstico de febre reumática é baseado nos Critérios de Jones (maiores e menores), que incluem evidência de infecção estreptocócica recente e a presença de manifestações clínicas como cardite, poliartrite migratória, coreia de Sydenham, eritema marginado e nódulos subcutâneos.
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