Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Com relação à profilaxia da raiva humana, assinale a alternativa correta.
Contato indireto com morcego → profilaxia pós-exposição com 4 doses de vacina antirrábica.
A profilaxia da raiva humana é crucial e varia conforme o tipo de exposição e o animal envolvido. Mesmo contato indireto com morcegos, devido ao risco elevado e à dificuldade de percepção da mordida, exige esquema vacinal completo.
A raiva humana é uma zoonose viral letal, mas 100% prevenível por meio de profilaxia adequada. A compreensão dos protocolos de profilaxia pré e pós-exposição é fundamental para médicos residentes, especialmente em áreas onde a doença ainda representa um risco significativo. A rápida e correta avaliação da exposição é crucial para a eficácia do tratamento. A profilaxia pós-exposição envolve a limpeza rigorosa da ferida, vacinação antirrábica e, em casos específicos, a administração de imunoglobulina. O esquema vacinal varia conforme o tipo de exposição e o histórico de vacinação do paciente. Morcegos são reservatórios importantes do vírus da raiva, e qualquer contato, mesmo que indireto ou sem lesão aparente, deve ser valorizado devido à alta letalidade da doença. O protocolo atual para exposição a morcegos, por exemplo, preconiza 4 doses de vacina (dias 0, 3, 7 e 14) para não vacinados, além da imunoglobulina. A observação de animais domésticos (cães e gatos) por 10 dias é uma medida importante, mas não se aplica a animais silvestres ou morcegos, que exigem profilaxia imediata. O conhecimento detalhado desses esquemas é vital para a prática clínica e para a segurança do paciente.
A profilaxia é indicada após contato com animais suspeitos de raiva (cães, gatos, morcegos, silvestres), incluindo mordeduras, arranhaduras, lambeduras em pele lesada ou mucosas.
Em caso de exposição a morcegos, mesmo que indireta ou sem lesão aparente, o esquema vacinal completo é de 4 doses (dias 0, 3, 7 e 14), além da imunoglobulina antirrábica se não houver vacinação prévia.
A imunoglobulina antirrábica é indicada em exposições graves (mordeduras profundas, múltiplas, em face, pescoço, mãos, pés, ou por morcegos/animais silvestres) em pacientes não previamente vacinados.
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