Raiva Humana: Profilaxia Pós-Exposição e Conduta MS

HDG - Hospital Dilson Godinho (MG) — Prova 2015

Enunciado

Um cão doméstico, sem suspeita de raiva, causa um ferimento superficial, único e pouco extenso no tórax de seu dono, um homem de 21 anos. O cão vive em seu quintal, sempre fechado, e o homem não possui nenhuma comorbidade. Em relação à melhor conduta preconizada pelo Ministério da Saúde sobre o esquema para profilaxia da raiva humana com vacina de cultivo celular, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Lavar com água e sabão; iniciar esquema profilático com 2 doses de vacina e observar o animal durante 5 dias, para avaliar próximas condutas.
  2. B) Iniciar esquema profilático com 3 doses de vacina e observar o animal durante o período de 10 doses, a fim de decidir as próximas medidas.
  3. C) Além de lavar o ferimento com água e sabão, o animal deverá ser observado durante 10 dias após a exposição; se o animal permanecer sadio no período de observação, pode- se encerrar o caso; se o animal morrer, desaparecer ou se tornar raivoso, administrar 5 doses de vacina (dias 0, 3, 7, 14 e 28).
  4. D) Limpar a ferida com degermante; observar o animal durante 10 dias após a exposição; iniciar o esquema profilático com 3 doses de vacina e aguardar evolução do paciente e do animal.

Pérola Clínica

Ferimento superficial por cão doméstico sem suspeita de raiva → lavar ferimento, observar animal por 10 dias antes de vacinar.

Resumo-Chave

Para ferimentos leves causados por cães ou gatos domésticos sem suspeita de raiva, a conduta inicial é lavar o ferimento e observar o animal por 10 dias. A vacinação só é iniciada se o animal desenvolver sinais de raiva, morrer ou desaparecer nesse período, evitando vacinação desnecessária.

Contexto Educacional

A raiva humana é uma zoonose grave e fatal, causada por um vírus que afeta o sistema nervoso central. A profilaxia pós-exposição é crucial para prevenir a doença após o contato com um animal suspeito. A compreensão das diretrizes do Ministério da Saúde é vital para a prática clínica, especialmente em áreas endêmicas. O protocolo de profilaxia da raiva varia conforme o tipo de exposição e o animal envolvido. Para ferimentos leves (superficiais, únicos, pouco extensos) causados por cães ou gatos domésticos sem suspeita de raiva, a conduta inicial é a limpeza local e a observação do animal por 10 dias. Durante esse período, se o animal permanecer sadio, a profilaxia é suspensa. Caso o animal morra, desapareça ou desenvolva sinais de raiva durante a observação, ou em casos de ferimentos graves, múltiplos, profundos, em áreas de alto risco (cabeça, pescoço, face, mãos, pés, genitais) ou por animais silvestres, a vacinação e, em alguns casos, a soroterapia, são iniciadas imediatamente. O esquema vacinal completo com vacina de cultivo celular geralmente consiste em 5 doses (dias 0, 3, 7, 14 e 28).

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para ferimento superficial por cão doméstico sem suspeita de raiva?

A conduta inicial é lavar o ferimento com água e sabão e observar o animal por 10 dias. A vacinação só é iniciada se o animal apresentar sinais de raiva, morrer ou desaparecer nesse período.

Quando a vacina antirrábica é indicada após exposição a um animal?

A vacina antirrábica é indicada se o animal apresentar sinais de raiva durante o período de observação de 10 dias, ou se ele morrer ou desaparecer. Para ferimentos graves ou por animais silvestres, a vacinação é imediata.

Qual a importância da observação do animal no protocolo de profilaxia da raiva?

A observação do animal por 10 dias é fundamental para evitar a vacinação desnecessária. Se o animal permanecer sadio, significa que não estava transmitindo o vírus da raiva no momento da agressão.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo