INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Homem de 50 anos, agricultor, procura atendimento médico na unidade básica de saúde (UBS) após mordedura de boi em antebraço esquerdo. A ferida é superficial, está limpa e apresenta sangramento local leve. O paciente relata que o animal não possui manifestações aparentes de raiva. Ele também afirma que o boi é de propriedade conhecida e pode ser mantido sob observação. Quando questionado, o paciente revela não ter histórico de vacinação prévia contra raiva. Considerando a profilaxia da raiva humana, deve-se limpar a ferida e
Mordedura de boi (animal de risco) em não vacinado, mesmo sem sinais de raiva e observável → Iniciar imediatamente vacinação antirrábica completa.
A raiva é uma zoonose fatal, e a profilaxia pós-exposição é crucial. Embora o boi possa ser observado, a mordedura de um animal de produção (considerado de risco) por um paciente não vacinado exige o início imediato do esquema completo de vacinação antirrábica. A observação do animal por 10 dias é importante, mas não deve atrasar o início da vacinação, que pode ser interrompida se o animal permanecer saudável.
A raiva é uma doença viral aguda do sistema nervoso central, quase sempre fatal após o início dos sintomas. A profilaxia pós-exposição é a única forma eficaz de prevenir a doença em humanos após o contato com um animal potencialmente raivoso. O manejo de uma mordedura de animal envolve a limpeza da ferida e a avaliação da necessidade de vacinação antirrábica e, em alguns casos, soro antirrábico, com base no tipo de exposição e nas características do animal agressor. No caso de mordeduras por animais de produção, como bois, mesmo que o animal seja conhecido e não apresente sinais de raiva, o risco de transmissão da raiva não pode ser completamente descartado, especialmente em áreas endêmicas. As diretrizes de saúde pública recomendam o início imediato do esquema completo de vacinação antirrábica para pessoas não vacinadas previamente. A observação do animal por 10 dias é uma medida complementar: se o animal permanecer saudável durante esse período, o esquema vacinal pode ser interrompido, mas o início da vacinação não deve ser atrasado. É crucial para residentes e profissionais de saúde compreenderem os protocolos de profilaxia da raiva. A limpeza adequada da ferida é a primeira e mais importante medida. A decisão sobre a vacinação e o soro depende de uma avaliação de risco que considera o tipo de animal, o tipo de exposição (arranhadura, mordedura, lambedura em pele lesada), a gravidade da lesão e o histórico de vacinação do paciente e do animal. A administração precoce da vacina é fundamental para conferir imunidade antes que o vírus atinja o sistema nervoso central.
A conduta inicial para qualquer ferida por mordedura de animal é a limpeza rigorosa com água e sabão por pelo menos 15 minutos. Isso é fundamental para remover o vírus da raiva e reduzir o risco de infecção, sendo uma medida universalmente recomendada antes de qualquer outra intervenção.
A vacinação deve ser iniciada imediatamente em casos de mordeduras por animais silvestres, animais de produção (como bois, cavalos), cães ou gatos desconhecidos, ou animais com comportamento suspeito de raiva. Em casos de animais domésticos conhecidos, a decisão pode depender da observação do animal e do histórico de vacinação, mas em mordeduras de animais de produção, a vacina é iniciada prontamente.
Não, a observação do animal por 10 dias não dispensa o início imediato da vacinação em casos de mordeduras por animais de risco ou com comportamento suspeito. A vacinação é iniciada e, se o animal permanecer saudável durante os 10 dias de observação, o esquema vacinal pode ser interrompido. A observação serve para determinar se o esquema precisa ser completado ou pode ser suspenso.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo