SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022
Um adolescente que foi mordido no antebraço direito por um Rattus norvegicus comparece na unidade de saúde e é atendido pelo Médico da Estratégia de Saúde da Família. Neste caso, de acordo com o Ministério da Saúde, com relação ao esquema profilático para a raiva humana, esse adolescente
Mordedura por roedores (ratos, camundongos) → NÃO requer profilaxia para raiva humana no Brasil.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, mordeduras por roedores como ratos e camundongos não são consideradas de risco para transmissão da raiva humana, pois esses animais não são reservatórios importantes do vírus da raiva. Portanto, não há indicação de profilaxia antirrábica.
A raiva humana é uma zoonose fatal, mas prevenível, causada por um vírus que afeta o sistema nervoso central. A profilaxia pós-exposição é crucial e baseia-se na avaliação do risco de transmissão, considerando a espécie do animal agressor, o tipo de exposição e a situação epidemiológica local. No Brasil, as diretrizes do Ministério da Saúde são claras quanto à indicação da profilaxia. Roedores como ratos, camundongos, esquilos e coelhos, assim como lebres, são considerados de baixo risco para a transmissão da raiva. Isso ocorre porque, embora possam ser infectados experimentalmente, raramente são encontrados com o vírus da raiva na natureza e não são considerados reservatórios importantes. Portanto, mordeduras por esses animais geralmente não justificam a profilaxia antirrábica. É fundamental que o profissional de saúde saiba diferenciar as situações de risco para evitar tratamentos desnecessários e focar os recursos naqueles que realmente precisam. A limpeza rigorosa da ferida com água e sabão é sempre a primeira medida, independentemente do animal agressor, para reduzir o risco de infecções secundárias. A avaliação da necessidade de profilaxia antitetânica também é importante em todos os casos de ferimentos.
Cães e gatos não vacinados ou com comportamento suspeito, morcegos, e outros animais silvestres (raposas, saguis, guaxinins) são considerados de alto risco.
A profilaxia é indicada após exposição a animais de risco, dependendo do tipo de exposição (arranhadura, mordedura, lambedura em pele lesada) e do status vacinal do animal.
Mordeduras de roedores podem transmitir outras infecções bacterianas, como a febre da mordida de rato (causada por Streptobacillus moniliformis ou Spirillum minus), exigindo limpeza da ferida e, por vezes, antibioticoterapia.
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