Mordedura de Rato: Profilaxia da Raiva Humana no Brasil

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022

Enunciado

Um adolescente que foi mordido no antebraço direito por um Rattus norvegicus comparece na unidade de saúde e é atendido pelo Médico da Estratégia de Saúde da Família. Neste caso, de acordo com o Ministério da Saúde, com relação ao esquema profilático para a raiva humana, esse adolescente

Alternativas

  1. A) não deve receber o esquema profilático.
  2. B) deve receber esquema profilático com 2 doses, uma no dia 0 e outra no dia 3.
  3. C) deve receber esquema profilático com soro e 5 doses de vacina nos dias 0, 3, 7, 14 e 28.
  4. D) deve receber esquema profilático com 5 doses de vacina nos dias 0, 3, 7, 14 e 28.

Pérola Clínica

Mordedura por roedores (ratos, camundongos) → NÃO requer profilaxia para raiva humana no Brasil.

Resumo-Chave

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde do Brasil, mordeduras por roedores como ratos e camundongos não são consideradas de risco para transmissão da raiva humana, pois esses animais não são reservatórios importantes do vírus da raiva. Portanto, não há indicação de profilaxia antirrábica.

Contexto Educacional

A raiva humana é uma zoonose fatal, mas prevenível, causada por um vírus que afeta o sistema nervoso central. A profilaxia pós-exposição é crucial e baseia-se na avaliação do risco de transmissão, considerando a espécie do animal agressor, o tipo de exposição e a situação epidemiológica local. No Brasil, as diretrizes do Ministério da Saúde são claras quanto à indicação da profilaxia. Roedores como ratos, camundongos, esquilos e coelhos, assim como lebres, são considerados de baixo risco para a transmissão da raiva. Isso ocorre porque, embora possam ser infectados experimentalmente, raramente são encontrados com o vírus da raiva na natureza e não são considerados reservatórios importantes. Portanto, mordeduras por esses animais geralmente não justificam a profilaxia antirrábica. É fundamental que o profissional de saúde saiba diferenciar as situações de risco para evitar tratamentos desnecessários e focar os recursos naqueles que realmente precisam. A limpeza rigorosa da ferida com água e sabão é sempre a primeira medida, independentemente do animal agressor, para reduzir o risco de infecções secundárias. A avaliação da necessidade de profilaxia antitetânica também é importante em todos os casos de ferimentos.

Perguntas Frequentes

Quais animais são considerados de alto risco para transmissão da raiva humana no Brasil?

Cães e gatos não vacinados ou com comportamento suspeito, morcegos, e outros animais silvestres (raposas, saguis, guaxinins) são considerados de alto risco.

Quando a profilaxia pós-exposição para raiva é indicada?

A profilaxia é indicada após exposição a animais de risco, dependendo do tipo de exposição (arranhadura, mordedura, lambedura em pele lesada) e do status vacinal do animal.

Além da raiva, quais outras preocupações existem com mordeduras de roedores?

Mordeduras de roedores podem transmitir outras infecções bacterianas, como a febre da mordida de rato (causada por Streptobacillus moniliformis ou Spirillum minus), exigindo limpeza da ferida e, por vezes, antibioticoterapia.

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