HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Sobre a profilaxia da raiva, assinale a alternativa INCORRETA:
Profilaxia pré-exposição raiva é para risco contínuo de contato com o vírus (ex: veterinários), não para médicos de PS.
A profilaxia pré-exposição para raiva é reservada para indivíduos com risco ocupacional ou de lazer contínuo e elevado de exposição ao vírus rábico, como veterinários, tratadores de animais, espeleólogos e laboratoristas. Médicos de pronto-socorro que atendem pacientes expostos a mordeduras de cães não se enquadram nesse grupo de alto risco para profilaxia pré-exposição.
A raiva é uma zoonose viral grave, quase sempre fatal, cuja profilaxia é fundamental para a saúde pública. A prevenção pode ser dividida em pré-exposição e pós-exposição. A profilaxia pré-exposição é indicada para indivíduos com risco contínuo ou frequente de exposição ao vírus da raiva, como veterinários, tratadores de animais, biólogos, espeleólogos e laboratoristas que manipulam o vírus. O objetivo é criar uma memória imunológica que facilite uma resposta rápida em caso de exposição futura. A profilaxia pós-exposição, por sua vez, é aplicada após uma agressão por animal suspeito e pode incluir a lavagem exaustiva do ferimento com água e sabão, a vacinação antirrábica e, em casos de ferimentos graves ou exposições de alto risco, a administração de imunoglobulina antirrábica (humana ou heteróloga). A imunoglobulina humana é preferível por ser mais segura e ter menos reações adversas, mas ambas fornecem anticorpos passivos imediatos. É importante ressaltar que roedores urbanos (como ratazanas de esgoto) e lagomorfos (coelhos, lebres) não são considerados transmissores do vírus da raiva no Brasil, e agressões por esses animais geralmente não requerem tratamento antirrábico. A decisão sobre a profilaxia deve ser baseada na avaliação do tipo de exposição, do animal agressor e da situação epidemiológica local, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde.
A vacina antirrábica pré-exposição é indicada para indivíduos com risco contínuo ou frequente de exposição ao vírus da raiva, como veterinários, tratadores de animais, biólogos, espeleólogos e laboratoristas.
A conduta inicial após uma mordedura de animal suspeito de raiva é lavar exaustivamente o ferimento com água e sabão por pelo menos 15 minutos, e então procurar atendimento médico para avaliação da necessidade de vacinação e/ou imunoglobulina.
Não, no Brasil, roedores urbanos como ratazanas de esgoto e lagomorfos (coelhos, lebres) não são considerados transmissores do vírus da raiva, e agressões por esses animais geralmente não requerem tratamento antirrábico.
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