Profilaxia da Raiva: Indicações e Mitos para Residentes

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015

Enunciado

Sobre a profilaxia da raiva, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A imunoglobulina humana antirrábica é um produto mais seguro que o soro antirrábico e também indicado para contactantes frequentes de equídeos.
  2. B) A profilaxia pré-exposição é indicada para médicos que trabalham em prontos- socorros no atendimento de pacientes expostos à mordedura de cães.
  3. C) Os soros antirrábicos são seguros, mas podem causar eventos adversos como qualquer imunobiológico.
  4. D) Não é indicado tratamento antirrábico nas agressões causadas por ratazanas de esgotos.
  5. E) Em casos de lambedura na pele íntegra, por animal suspeito, recomenda-se lavar o local com água e sabão.

Pérola Clínica

Profilaxia pré-exposição raiva é para risco contínuo de contato com o vírus (ex: veterinários), não para médicos de PS.

Resumo-Chave

A profilaxia pré-exposição para raiva é reservada para indivíduos com risco ocupacional ou de lazer contínuo e elevado de exposição ao vírus rábico, como veterinários, tratadores de animais, espeleólogos e laboratoristas. Médicos de pronto-socorro que atendem pacientes expostos a mordeduras de cães não se enquadram nesse grupo de alto risco para profilaxia pré-exposição.

Contexto Educacional

A raiva é uma zoonose viral grave, quase sempre fatal, cuja profilaxia é fundamental para a saúde pública. A prevenção pode ser dividida em pré-exposição e pós-exposição. A profilaxia pré-exposição é indicada para indivíduos com risco contínuo ou frequente de exposição ao vírus da raiva, como veterinários, tratadores de animais, biólogos, espeleólogos e laboratoristas que manipulam o vírus. O objetivo é criar uma memória imunológica que facilite uma resposta rápida em caso de exposição futura. A profilaxia pós-exposição, por sua vez, é aplicada após uma agressão por animal suspeito e pode incluir a lavagem exaustiva do ferimento com água e sabão, a vacinação antirrábica e, em casos de ferimentos graves ou exposições de alto risco, a administração de imunoglobulina antirrábica (humana ou heteróloga). A imunoglobulina humana é preferível por ser mais segura e ter menos reações adversas, mas ambas fornecem anticorpos passivos imediatos. É importante ressaltar que roedores urbanos (como ratazanas de esgoto) e lagomorfos (coelhos, lebres) não são considerados transmissores do vírus da raiva no Brasil, e agressões por esses animais geralmente não requerem tratamento antirrábico. A decisão sobre a profilaxia deve ser baseada na avaliação do tipo de exposição, do animal agressor e da situação epidemiológica local, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde.

Perguntas Frequentes

Quem deve receber a vacina antirrábica pré-exposição?

A vacina antirrábica pré-exposição é indicada para indivíduos com risco contínuo ou frequente de exposição ao vírus da raiva, como veterinários, tratadores de animais, biólogos, espeleólogos e laboratoristas.

Qual a conduta inicial após uma mordedura de animal suspeito de raiva?

A conduta inicial após uma mordedura de animal suspeito de raiva é lavar exaustivamente o ferimento com água e sabão por pelo menos 15 minutos, e então procurar atendimento médico para avaliação da necessidade de vacinação e/ou imunoglobulina.

Ratazanas de esgoto transmitem raiva no Brasil?

Não, no Brasil, roedores urbanos como ratazanas de esgoto e lagomorfos (coelhos, lebres) não são considerados transmissores do vírus da raiva, e agressões por esses animais geralmente não requerem tratamento antirrábico.

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