Mordedura de Macaco: Profilaxia de Raiva e Tétano

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025

Enunciado

Uma criança com 12 anos, em viagem de férias em um hotel em floresta tropical, foi mordida no rosto por um macaco. Os pais recorreram ao médico que, além de cuidados imediatos com a ferida e as outras medidas, considerando que a criança tinha a vacinação conforme o calendário do PNI (Programa Nacional de Imunizações), deve recomendar:

Alternativas

  1. A) Vacina antitetânica e aciclovir.
  2. B) Vacina antitetânica e antibioticoterapia.
  3. C) Soro antitetânico e aciclovir.
  4. D) Vacina antitetânica e vacina antirrábica.
  5. E) Soro antitetânico e antibioticoterapia.

Pérola Clínica

Mordedura de macaco em área de risco → Profilaxia antirrábica (vacina) + Tétano (vacina).

Resumo-Chave

Mordeduras de animais selvagens, especialmente macacos em áreas tropicais, representam alto risco para raiva. Mesmo com vacinação PNI em dia, a profilaxia antirrábica é essencial. A vacina antitetânica também é indicada para ferimentos.

Contexto Educacional

Acidentes por mordedura de animais, especialmente em crianças e em ambientes de floresta tropical, representam um risco significativo para doenças infecciosas, com destaque para a raiva e o tétano. A raiva é uma zoonose viral fatal, transmitida pela saliva de animais infectados, e a mordedura de macacos é considerada de alto risco. O tétano, causado pela toxina de Clostridium tetani, pode ocorrer em qualquer ferimento contaminado. A avaliação rápida e a profilaxia adequada são cruciais para prevenir desfechos graves. A fisiopatologia da raiva envolve a replicação viral no local da mordedura e sua ascensão pelo sistema nervoso periférico até o SNC, causando encefalite. O tétano ocorre quando esporos de C. tetani entram em feridas e produzem toxinas que afetam o sistema nervoso, levando a espasmos musculares. Mesmo com o calendário vacinal do PNI em dia, que inclui a vacina antitetânica (DTP/dT), a profilaxia antirrábica é necessária em casos de mordedura por animais selvagens, pois a vacina antirrábica não é de rotina. A conduta imediata após mordedura de macaco inclui a lavagem exaustiva da ferida com água e sabão. A profilaxia pós-exposição para raiva consiste na administração da vacina antirrábica e, em alguns casos, de imunoglobulina antirrábica, dependendo da gravidade e localização da lesão. Para o tétano, a vacina antitetânica é indicada se a última dose foi há mais de 5 anos ou se o status vacinal é incerto, e soro antitetânico pode ser necessário em ferimentos graves ou em pacientes não imunizados.

Perguntas Frequentes

Quando é indicada a profilaxia antirrábica após mordedura de animal?

A profilaxia antirrábica é indicada em casos de mordeduras por animais selvagens (como macacos), animais domésticos com comportamento suspeito ou desconhecidos, e em áreas de alto risco para raiva, independentemente do status vacinal do paciente.

Qual a diferença entre soro e vacina antirrábica?

O soro antirrábico (imunoglobulina) oferece proteção passiva imediata, mas de curta duração, sendo usado em ferimentos graves ou de alto risco. A vacina antirrábica estimula a produção de anticorpos próprios, conferindo proteção ativa e duradoura, sendo a base da profilaxia.

A vacinação PNI cobre a raiva e o tétano em crianças?

O PNI inclui a vacina antitetânica (DTP/dT), que protege contra o tétano. No entanto, a vacina antirrábica não faz parte do calendário de rotina do PNI e é administrada apenas em situações de exposição de risco.

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