PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022
Mulher, 20 anos de idade, estudante de veterinária, procura pronto-atendimento após mordedura de mico (sagui de tufo branco, com nome científico Callithrix jacchus), há 4 horas. Refere que o animal está em cativeiro, podendo ser observado, e aparentemente está saudável. Nega comorbidades. Ao exame, apresenta pequeno ferimento cortocontuso superficial em braço direito, sem outras alterações. Diante do caso, Em relação à profilaxia de raiva, pode ser afirmar:
Mordedura por primata (mico) → sempre profilaxia completa para raiva (vacina + imunoglobulina).
Primatas, mesmo em cativeiro e aparentemente saudáveis, são considerados animais de alto risco para transmissão da raiva. A observação do animal não é suficiente para dispensar a profilaxia inicial, que deve ser completa, incluindo vacina e imunoglobulina, devido à gravidade da doença.
A raiva é uma zoonose viral grave e fatal, transmitida principalmente pela saliva de animais infectados. A profilaxia pós-exposição é uma emergência médica, e a decisão sobre a conduta depende do tipo de exposição e do animal agressor. A doença tem alta letalidade, tornando a prevenção crucial. Em casos de mordedura por animais silvestres, especialmente primatas (como micos), a conduta é sempre mais agressiva devido ao alto risco de infecção e à dificuldade de monitoramento do animal. Mesmo que o animal esteja em cativeiro e aparentemente saudável, a possibilidade de infecção não pode ser descartada. A profilaxia completa para raiva em exposições de alto risco inclui a administração de vacina antirrábica e imunoglobulina antirrábica (ou soro antirrábico). A vacina estimula a produção de anticorpos ativos, enquanto a imunoglobulina fornece anticorpos passivos imediatos, essenciais para neutralizar o vírus antes que a vacina faça efeito.
No Brasil, animais de alto risco para raiva incluem morcegos, primatas não humanos (micos, saguis) e carnívoros silvestres. Cães e gatos não vacinados ou com comportamento alterado também são considerados.
A imunoglobulina antirrábica é indicada em exposições graves (mordeduras profundas, múltiplas, em áreas de alto risco como cabeça e pescoço) ou por animais de alto risco (morcegos, primatas), em conjunto com a vacina.
A observação do animal agressor pode dispensar a profilaxia em casos de cães e gatos com comportamento normal. No entanto, para animais silvestres de alto risco (como primatas), a profilaxia completa é sempre recomendada, independentemente da observação.
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