Raiva: Profilaxia Pós-Exposição por Mordedura de Mico

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 20 anos de idade, estudante de veterinária, procura pronto-atendimento após mordedura de mico (sagui de tufo branco, com nome científico Callithrix jacchus), há 4 horas. Refere que o animal está em cativeiro, podendo ser observado, e aparentemente está saudável. Nega comorbidades. Ao exame, apresenta pequeno ferimento cortocontuso superficial em braço direito, sem outras alterações. Diante do caso, Em relação à profilaxia de raiva, pode ser afirmar:

Alternativas

  1. A) É obrigatória profilaxia com vacinas e imunoglobulina antirrábica ou soro antirrábico.
  2. B) É necessária profilaxia com esquema vacinal, que pode ser suspenso após observação do animal por 10 dias.
  3. C) Como o animal é passível de observação, e sem sinais sugestivos de raiva, não há necessidade de profilaxia.
  4. D) A profilaxia deve ser mantida, independentemente do resultado negativo na análise laboratorial do animal.

Pérola Clínica

Mordedura por primata (mico) → sempre profilaxia completa para raiva (vacina + imunoglobulina).

Resumo-Chave

Primatas, mesmo em cativeiro e aparentemente saudáveis, são considerados animais de alto risco para transmissão da raiva. A observação do animal não é suficiente para dispensar a profilaxia inicial, que deve ser completa, incluindo vacina e imunoglobulina, devido à gravidade da doença.

Contexto Educacional

A raiva é uma zoonose viral grave e fatal, transmitida principalmente pela saliva de animais infectados. A profilaxia pós-exposição é uma emergência médica, e a decisão sobre a conduta depende do tipo de exposição e do animal agressor. A doença tem alta letalidade, tornando a prevenção crucial. Em casos de mordedura por animais silvestres, especialmente primatas (como micos), a conduta é sempre mais agressiva devido ao alto risco de infecção e à dificuldade de monitoramento do animal. Mesmo que o animal esteja em cativeiro e aparentemente saudável, a possibilidade de infecção não pode ser descartada. A profilaxia completa para raiva em exposições de alto risco inclui a administração de vacina antirrábica e imunoglobulina antirrábica (ou soro antirrábico). A vacina estimula a produção de anticorpos ativos, enquanto a imunoglobulina fornece anticorpos passivos imediatos, essenciais para neutralizar o vírus antes que a vacina faça efeito.

Perguntas Frequentes

Quais animais são considerados de alto risco para transmissão da raiva no Brasil?

No Brasil, animais de alto risco para raiva incluem morcegos, primatas não humanos (micos, saguis) e carnívoros silvestres. Cães e gatos não vacinados ou com comportamento alterado também são considerados.

Quando a imunoglobulina antirrábica é indicada na profilaxia da raiva?

A imunoglobulina antirrábica é indicada em exposições graves (mordeduras profundas, múltiplas, em áreas de alto risco como cabeça e pescoço) ou por animais de alto risco (morcegos, primatas), em conjunto com a vacina.

A observação do animal agressor pode dispensar a profilaxia da raiva?

A observação do animal agressor pode dispensar a profilaxia em casos de cães e gatos com comportamento normal. No entanto, para animais silvestres de alto risco (como primatas), a profilaxia completa é sempre recomendada, independentemente da observação.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo