Mordedura de Cão: Profilaxia da Raiva e Conduta

UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022

Enunciado

Escolar, seis anos, sexo masculino, foi mordido por um cão e levado, duas horas depois, por seus pais, à emergência. O cão é da sua avó e está com as vacinas em dia. A criança tem esquema vacinal atualizado incluindo DPTa e VIP com cinco anos. A mordedura ocorreu na mão direita. Exame da pele: lesão de 4cm de diâmetro, sem sinais inflamatórios. Além da limpeza da ferida com água e sabão, deve-se

Alternativas

  1. A) observar o animal por dez dias pós-exposição. Se o animal desaparecer, alterar o seu comportamento, ou morrer, tratando-se de um acidente grave, o paciente deve receber vacina e soro.
  2. B) administrar imunoglobulina antirrábica e toxoide tetânico.
  3. C) observar o animal por dez dias pós-exposição. Se o animal desaparecer, alterar o seu comportamento, ou morrer, tratando-se de um acidente leve, o paciente deve receber apenas a vacina antirrábica.
  4. D) observar o animal e administrar 1ª dose de vacina antirrábica.

Pérola Clínica

Mordedura por cão conhecido e vacinado: observar animal por 10 dias; se grave e animal suspeito, vacina + soro.

Resumo-Chave

Em casos de mordedura por animal conhecido e vacinado, a conduta inicial inclui limpeza da ferida e observação do animal por 10 dias. A necessidade de vacina e soro antirrábico depende da gravidade do acidente e da evolução do animal durante o período de observação, especialmente se houver alteração de comportamento ou óbito.

Contexto Educacional

A profilaxia da raiva após acidentes com animais é uma medida de saúde pública fundamental, especialmente em áreas endêmicas. A raiva é uma zoonose viral fatal, e a intervenção pós-exposição é a única forma de prevenção após a mordedura. A avaliação da necessidade de profilaxia antirrábica depende de múltiplos fatores, incluindo o tipo de animal, as circunstâncias do acidente, a gravidade da lesão e o status vacinal do animal. Em casos de mordedura por cães ou gatos, a conduta é guiada por protocolos específicos. Se o animal for conhecido, domiciliado e puder ser observado por 10 dias, e não apresentar sinais de raiva, a profilaxia antirrábica não é necessária. No entanto, se o animal desaparecer, morrer ou apresentar alteração de comportamento durante a observação, ou se o acidente for considerado grave, a profilaxia com vacina e/ou soro antirrábico deve ser iniciada. A vacinação antitetânica também deve ser avaliada, especialmente se o esquema vacinal do paciente estiver incompleto ou desatualizado. A decisão de administrar vacina e/ou soro antirrábico deve ser individualizada. Acidentes graves, como lesões profundas ou em regiões altamente inervadas (face, pescoço, mãos), geralmente requerem a combinação de imunoglobulina (soro) e vacina. A imunoglobulina oferece proteção passiva imediata, enquanto a vacina estimula a produção de anticorpos ativos. A limpeza adequada da ferida é sempre a primeira e mais importante medida.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial após uma mordedura de cão?

A conduta inicial inclui limpeza imediata e abundante da ferida com água e sabão por pelo menos 15 minutos. Em seguida, deve-se avaliar o animal agressor e a gravidade do acidente.

Quando é indicada a observação do animal após uma mordedura?

A observação do animal por 10 dias é indicada quando o animal é conhecido, domiciliado e pode ser mantido em observação. Se o animal permanecer saudável nesse período, não há risco de transmissão da raiva.

Quais são os critérios para considerar um acidente por mordedura como grave?

Acidentes graves incluem lesões profundas, múltiplas, em áreas de alto risco (cabeça, pescoço, face, mão, polpa dos dedos, palma e planta dos pés), ou em mucosas, independentemente da extensão.

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