UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019
Em relação à prevenção da raiva e considerando as situações: (i) trabalho como médico veterinário; (ii) criança com pequena mordedura em tronco há dois dias, provocada por cão domiciliado, em área de raiva controlada; (iii) mulher que recebeu lambedura de cavalo em ferimento corto contuso em braço há três dias (iv) homem que pegou com a mão um morcego achado morto em sua cozinha. INDIQUE O TRATAMENTO ADEQUADO, RESPECTIVAMENTE:
Profilaxia da raiva → individualizar conforme tipo de exposição e animal envolvido.
A profilaxia da raiva varia conforme o tipo de exposição (arranhadura, mordedura, lambedura em ferida), o animal agressor (domiciliado, silvestre, desconhecido) e a situação epidemiológica da área. A vacinação pré-exposição é indicada para grupos de risco, como veterinários.
A raiva é uma zoonose viral fatal, mas 100% prevenível com a profilaxia adequada. O manejo da exposição à raiva é um tópico crucial na saúde pública e na medicina de emergência, exigindo conhecimento das diretrizes do Ministério da Saúde. A decisão sobre a profilaxia pós-exposição (PPE) depende de múltiplos fatores, incluindo o tipo de exposição (lambedura, arranhadura, mordedura), a localização da lesão, o tipo de animal agressor (domiciliado, silvestre, desconhecido) e a situação epidemiológica da raiva na região. A vacinação pré-exposição é recomendada para grupos de risco, como veterinários, para conferir proteção basal. Em casos de exposição, a limpeza rigorosa da ferida é a primeira medida. A sorovacinação (uso combinado de soro antirrábico e vacina) é indicada para exposições graves ou quando o animal agressor não pode ser observado ou é de alto risco (ex: morcego, animal silvestre). A observação de cães e gatos por 10 dias é uma estratégia para animais domiciliados em áreas de raiva controlada, evitando profilaxias desnecessárias. Residentes devem estar aptos a classificar o risco de exposição e aplicar o esquema de profilaxia correto.
A vacinação pré-exposição é indicada para indivíduos com alto risco de exposição ao vírus da raiva, como médicos veterinários, biólogos, espeleólogos e profissionais que lidam com animais silvestres ou de laboratório.
Nesses casos, a conduta inicial é a observação do animal por 10 dias. Se o animal permanecer saudável, não há necessidade de profilaxia pós-exposição. Se o animal adoecer ou morrer, a profilaxia deve ser iniciada.
Morcegos são importantes reservatórios do vírus da raiva, e qualquer contato físico, mesmo que mínimo, com um morcego (vivo ou morto) é considerado uma exposição de alto risco e exige profilaxia pós-exposição completa (soro e vacina).
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