IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
Criança de 5 anos é levada à Unidade Básica de Saúde (UBS) por sua avó após mordedura de cão. Apresentava ferimentos na mão esquerda e região de tronco. O cão é da vizinha, encontra-se saudável e passível de observação. São condutas adequadas no caso em questão, EXCETO:
Mordedura por cão saudável e observável → lavar ferida, observar animal 10 dias, NÃO infiltrar soro nem vacinar (se animal permanecer saudável).
Em casos de mordedura por cão saudável e passível de observação, a conduta inicial inclui lavar abundantemente a ferida com água e sabão e observar o animal por 10 dias. A infiltração de soro antirrábico e o início da vacinação são desnecessários se o animal permanecer saudável, pois a raiva é transmitida apenas por animais doentes.
A raiva é uma zoonose viral grave, quase sempre fatal, transmitida ao homem principalmente pela saliva de animais infectados, através de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras de mucosas. A profilaxia pós-exposição é crucial e deve ser realizada de acordo com protocolos específicos do Ministério da Saúde, que consideram o tipo de exposição e as características do animal agressor. Para residentes, o manejo correto de casos de mordedura de animal é uma competência essencial em saúde pública e emergência. A conduta varia conforme a gravidade da exposição e a situação do animal. Em casos de mordedura por animal saudável e observável, a lavagem da ferida e a observação do animal por 10 dias são suficientes. Se o animal adoecer ou morrer nesse período, ou se for um animal suspeito, silvestre ou desconhecido, a profilaxia com vacina e/ou soro antirrábico deve ser iniciada imediatamente. O soro antirrábico é para imunização passiva e deve ser infiltrado na ferida, enquanto a vacina promove imunização ativa.
A primeira e mais importante medida é lavar o ferimento imediatamente e abundantemente com água e sabão por pelo menos 15 minutos, para remover o vírus da raiva e reduzir significativamente o risco de infecção.
A observação é indicada quando o animal agressor (cão ou gato) é conhecido, saudável e passível de ser observado por 10 dias após a mordedura. Se o animal permanecer saudável, não há necessidade de profilaxia antirrábica para a pessoa agredida.
O soro antirrábico é recomendado em exposições graves (mordeduras profundas, múltiplas, em áreas de alto risco como cabeça e pescoço) por animais suspeitos de raiva, silvestres ou desconhecidos. Ele deve ser infiltrado nas bordas da lesão para imunização passiva imediata.
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